Uma visita à Viña Indómita (Chile)

visita à viña indómita

Toda vez que viajamos, em especial quando estamos em algum lugar com cultura de vinho, buscamos ir atrás da produção local. Com o Chile não foi diferente. Fizemos uma visita à Viña Indómita. 

Nós ficamos 10 dias no Chile, em outubro de 2015. Chegamos em Santiago e fomos direto para Valparaiso (não alugamos carro, pois queríamos visitar vinícolas na volta e ficamos com receio – além disso, o Fê esqueceu a carta de motorista dele no Brasil – e eu não dirijo em estrada de jeito nenhum!).

Valparaiso

Pernoitamos dois dias na cidade, na região próxima ao porto (rápido parênteses: não recomendo! Primeiro que ficar três dias em Valparaiso é muito tempo! E segundo que a região portuária é péssima (pra quem conhece, é uma espécie de Cubatão no Chile), cheia de sujeira e pedintes. Dica: fique em Viña del Mar).

O primeiro dia foi para conhecermos a cidade portuária, seus cerros e infinitos (e centenários) ascensores. Ok, confesso: fiz o Fe subir em todos os possíveis. Só pra ver a paisagem lá de cima. Eu amo vista (mesmo ela não sendo lá grande coisa).

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Funicular em um dos vários cerros de Valparaiso (e aquela sensação meio doida de que a qualquer momento aquele treco centenário pode arrebentar)

O melhor restaurante da viagem

Logo no primeiro dia, fomos jantar em um restaurante bem legal por lá, no Cerro Alegre, parte alta da cidade, mais histórica, o Fauna. Na verdade, ele é um hotel que possui um restaurante bem concorrido, por sinal. Fica no alto da cidade e tem uma vista muito linda.

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O restaurante pouco antes de entardecer, lá no alto, no meio dos loucos cerros de Valparaiso

O Fauna foi o responsável também pela nossa melhor refeição no Chile (descontando a centolla). Lá comi o melhor cevice da minha vida (sem brincadeira! E olha que, até então, eu nem era tão fã de cevice. E, na verdade, foi o Fe que pediu – o meu prato era uma salada que estava bem boa, mas sem comparação com o prato dele – e é incrível como toda vez ele consegue fazer a proeza de pedir o melhor prato… como pode?). Ah! A sobremesa estava maravilhosa também.

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Sabe quando você come alguma coisa e te dá uma felicidade instantânea? Então…

Viña del Mar

No segundo dia, fomos visitar Viña del Mar, cidade praiana, mais bonitinha, onde está o Relógio das Flores (típico ponto turístico local). Pegamos o metrô em Valparaiso. Custou quase nada o passe. As cidades são tão próximas (acho que dá uns 10 km) que chegamos em menos de meia hora (com o metrô mais lento do mundo) – e ainda ficamos ao lado do relógio.

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O Relógio das Flores foi o primeiro lugar que visitamos em Viña del Mar. E onde mais ficamos – até conseguirmos tirar a foto sem ninguém ao nosso lado

Viña foi mais legal. A cidade é mais bonita, organizada e melhor preparada para o turismo. Lá tinha também o que eu mais queria ver: o único moai fora da Ilha de Páscoa (um do meus sonhos de consumo). Andamos do Relógio, contornando toda a orla até chegar no museu onde está o moai. Quando chegamos lá, não é que o bichinho estava do lado de fora? Ou seja, nem preciso pagar pra ver o que eu mais queria… Melhor impossível.

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O único moai fora de Ilha de Páscoa (gigantesco – e ainda gratuito)

Mas depois disso, meio que acabou… já estávamos cansados. Talvez porque a minha impressão era de que a melhor parte da viagem fosse ser aquela – e não foi. Queríamos  acabar logo com aquilo e começar de vez a parte boa, sabe? Como se aquela parte não estivesse valendo. Tanto é que, logo após o almoço, já estávamos sentados em uma Starbucks, procurando o wi-fi para ligar para alguma vinícola. Vai que a gente consegue uma pro mesmo dia? Mas não deu. Ficou para o dia seguinte.

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A gente pesquisando onde iríamos (repara no horário… isso porque a gente estava no meio de Viña del Mar – imagina o quanto estava suuuuuper legal)

O último dia foi o dia de partir.

Valle de Casablanca

Saímos cedo e pegamos um ônibus até a cidadezinha de Casablanca. Casablanca é uma região de vales onde estão várias vinícolas chilenas, conhecidas pela produção de vinhos brancos, como o Sauvignon Blanc e Chardonnay e de tintos, como o Pinot Noir. Fica no meio do caminho entre Santiago e Viña/Valparaiso. O interessante é que a região é relativamente nova, começou a produção na década de 80. Mas tem muita coisa por lá.

mapa Santiago a Valparaiso, região de Casablanca,
Mapa da região (de Valparaiso a Santiago). Casablanca, na verdade, está bem mais próxima ao litoral

O ônibus é barato, mas a qualidade é questionável. Mas foi tão rápido que nem deu para reclamar.

Pedimos para descer no centro da cidade de Casablanca para que pudéssemos pegar um táxi até alguns dos vinhedos. Pelo que vi, isso é bem comum. Inclusive, outras pessoas desceram no mesmo local. Como dito, no dia anterior, tínhamos ligado para algumas vinícolas e a maior parte delas tinha-nos dito que não era necessário agendamento (mas cuidado: cada vinícola possui uma regra diferente).

A Viña Indómita

Pegamos um táxi e fomos direto para a vinícola Indómita. Indo para Valparaiso/Vinã, você a enxerga do lado esquerdo da estrada. Ela é gigantesca e fica bem no alto de um morro.

Eu fiquei observando a paisagem na ida (e a gente nem tinha definido nada sobre quais vinícolas visitaríamos – ou se de fato visitaríamos) e essa eu cheguei a ver – e me chamou bastante atenção… Ela parece cenário de filme. É linda demais.

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Vista da Viña Indómita pela estrada. A mais bonita de todo o vale. E, se não for, pelo menos é a mais imponente (não, esta foto não foi tirada pela gente, mas poderia ter sido – só que na ida, quando estava o maior sol)

Quando chegamos na vinícola, estávamos nós dois e duas malas gigantescas (afinal, íamos de lá para o hotel, em Santiago) e a maior chuva dos últimos tempos caía naquela cidade. Tanto que às vezes mal dava pra enxergar. Chegamos na Indómita e só tinha a gente. Chovia muito. Mas muito! Não conseguimos sequer ver a parte do plantio porque não dava pra ir pro lado de fora. Por isso, tivemos que fazer apenas a parte da produção e a degustação.

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Vista do vinhedo lá de cima – e a maior chuva dos últimos tempos – bem no dia da nossa visita… humpf

A Vinã Indómita não é uma vinícola pequena. Ela possui uma produção voltada para a larga escala e 50% de seus vinhos seguem para abastecer o mercado europeu e supermercados que querem ter seu próprio rótulo, enquanto o restante é consumido na América Latina.

Pelo que vi, a maior parte dos vinhos são jovens, daqueles de consumo em pouco tempo, 2 ou 3 anos. Mas o Fe pode falar melhor sobre isso.

A degustação na Viña Indómita

Fizemos a degustação top. Ok, não é barato, mas como disse, sempre economizamos em várias coisas para compensar nessa parte. E foi bem legal. Degustamos cinco vinhos. Um branco e quatro tintos. Não havia nada para comer. Mas acabou sendo bem interessante. Por termos sido os únicos na visita, tivemos total atenção dos guias da vinícola.

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Detalhe do barril na Viña Indómita (fofo, não?)

 

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No tour, é possível ver todo o processo de produção do vinho. Um galpão gigantesco lotado com esses tonéis de metal que são altíssimos

 

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Barricas com vinho repousando. Olha só a marca do vinho na barrica. Pensar que esse vinho poderá ser consumido nem sei daqui quantos anos é muito legal

 

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A sala de degustação da Indómita. Tudo isso montado para um dia normal de visitação – mas só tinha a gente (o que foi bem legal!)

Uma coisa que eu gosto nessas degustações é a possibilidade de tomar vinhos diferentes que você talvez nem compraria normalmente na sua casa. ou num restaurante. Ainda mais em se tratando da mesma vinícola. Foram quatro vinhos tintos (e um branco) totalmente diferentes. Eles fazem uma espécie de gradação, entregando o melhor vinho por último. É muito engraçado, mas eu e o Fê nunca concordamos com o melhor vinho do dia. Eu sempre acabo gostando de algum mais levinho (que ele acha… ok).

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O que sobrou do último vinho da degustação na Viña Indómita (segundo o Fe esse foi o melhor, mas claro que eu achei diferente)

Almoço

Ao final da degustação, chegamos a pensar em almoçar por lá. Aliás, dizem que a comida é muito boa e falam super bem do chef! Mas os preços (mais altinhos) e a vontade de conhecer outras vinícolas da região nas horas que nos restavam daquela tarde fizeram com que chamássemos outro táxi para rumarmos ao próximo destino: a a visita à Re para outro post. E isso a gente deixou a visita à Re para outro post.

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A vista que nós tínhamos da Indómita, no dia da visita (igualzinha à outra, né? #SQN)

PS: táxi por lá é meio difícil e geralmente são todos espertinhos. Fecham preço, principalmente quando percebem que você não conhece direito (ou não sabe preços). Então pesquise valores e converse com outras pessoas que estiveram por lá em época próxima à sua visita pra ver quanto pagaram.

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chris_samira

Produtora de conteúdo desde 2002. Adora listas, chocolate, viajar e da canina Lili, além do Fe, com quem é casada há quatro anos. É especialista em "jogar no Google" e acha que vinho é uma questão de gosto pessoal (até porque não entende nada do assunto - só de beber mesmo). Vive indecisa quanto ao que deve fazer. Mas não acha que isso seja um problema.

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