O tour do vinho por Roma (Itália)

tour do vinho, roma

Em 2013, eu e o Fê fizemos nossa primeira viagem pra Europa. Primeira, não. Única, na verdade. Mas tudo bem… Nós ficamos 18 dias em Paris, cinco ou seis em Roma e mais três em Londres. Sabe aquela aventura de quem está indo a um lugar pela primeira vez e quer aproveitar tudo ao máximo (afinal, a gente nunca sabe quando vai voltar…)? Então… quisemos conhecer o máximo de países diferentes dentro do nosso escasso tempo (o tempo de Paris teve que ser aquele porque o Fe foi a trabalho). Hoje em dia, faria um pouco diferente…

De qualquer forma, na Itália ficamos apenas em Roma. Não, não foi tempo suficiente. Faltou conhecer muita coisa. Mas vimos muito. O Papa, o Coliseu, a Fontana di Trevi, tomamos gelatto, andamos muito, às vezes sem rumo, fomos a Campo di Fiori, compramos muitos temperos diferentes, comemos pizza na praça e.. fizemos o tour do vinho.

O tour do vinho é uma das lembranças mais legais que tenho da cidade. Foi após um dia turistando por aí, voltamos ao hotel, tomamos um banho e saímos com a intenção de tomar uma taça de vinho por bar. Até tinha pesquisado onde tomar vinho em Roma, mas tudo o que encontramos foram restaurantes e não muita gente falando sobre bares (ou ainda falavam, mas indicavam para pegar o vinho da casa. E esse não era nosso objetivo). Por isso, resolvemos sair à toa. Com a ideia de ir visitando vários bares diferentes, em pontos turísticos diversos. Afinal, nada melhor do que aproveitar um bom vinho com um visual incrível. Mas sem um rumo definido. E sem horário para cumprir. Ficaríamos quanto tempo quiséssemos em quantos lugares quiséssemos. Só aproveitando o momento.

Como nos hospedamos em Termini, fizemos tudo a pé e essa região central acabou sendo a mais visitada pela gente. Repetidas vezes.

 

tour do vinho, roma
Nós dois, pouco antes de começarmos o tour do vinho. Percebe o sol? Então… Ele ainda nos enganaria (de madrugada estava bem geladinho…)

A primeira parada do tour do vinho

Acho que todo mundo já ouviu falar da Piazza di Spagna. Aquela famosinha da escadaria. Mas subindo as escadarias, há uma rua com nome de piazza, lá no topo. Eu, sinceramente, nem achei que tem cara de praça, mas joga no Google que vai ver que é esse o nome da rua. Foi ali que começamos nosso tour, na Piazza della Trinità dei Monti. Ali fica o wine bar do Hotel Il Palazzetto.

O hotel é bem carinho, algo tipo R$1500 a diária na última vez que olhei, mas o wine bar, super fofo, dá pra ir. Ainda mais se você só for tomar uma tacinha de vinho. E aproveitar a vista (que é lindaaaa). Como ele fica lá em cima, dá pra ver toda a Piazza di Spagna, aquele mar de turistas sentados nas escadas, tirando fotos e muitas (mas muitas mesmo!) gaivotas. E se você ainda fizer no entardecer, como fizemos, fica melhor ainda. Lindo e super romântico.

frascatti, il palazzetto
Porção de azeitonas para acompanhar a nossa taça. Não, Fe, não era pra tirar a foto. Eu só estava olhando pras gaivotas. 

 

taça, frascati, roma
O sol já estava se pondo e o tempo esfriando na metade da taça. Repara que eu estava com o sol ao meu fundo. Mas a vista dele era mais bonita. 

Nossa primeira taça foi algo simbólico. Escolhemos uma taça de vinho branco, Frascati, para começar. Esse é um vinho típico da região de Lazio, na Itália. A comuna, que seria o equivalente a cidade, no Brasil, faz parte, inclusive, da região metropolitana de Roma. Pra ver o quanto é perto. Nada melhor do que começar com um vinho local, não?

frascatti roma
Uma taça de Frascati, no wine bar do hotel Il Palazzetto, com a escadaria da Piazza de Spagna ao fundo (ótimo jeito – é super romântico – de terminar o dia)

Frascati é um tipo de vinho com denominação de origem controlada, o que significa que esse vinho precisa ser feito com uvas específicas, em uma região específica e de uma maneira específica. No caso, usa-se minimamente 70% de uva malvásia. É um vinho branco delicioso e super refrescante. Ficamos pouco mais de uma hora por lá. Até rumarmos a nosso segundo ponto de parada.

A segunda parada do tour

Seguimos pela Via del Babuino e paramos na via dela Fontanella (pouco antes da Piazza del Popolo), numa “birreria” chamada Löwenhaus. A rua é super estreitinha, bem com aquela carinha de Roma. E já que o bar era alemão, pegamos uma taça de Gewürztraminer, vinho branco que eu, por sinal, achei melhor que o anterior (e o Fê falou sobre esta uva, não sobre esse vinho, aqui). Pelo que li, um dos problemas dessa uva é exatamente a acidez, que é muito delicada. Talvez tenha sido isso que fez com que eu gostasse mais. Mais levinho, sabe? (Mas o Fe não pode saber que eu falei isso. Ele vai falar que está errado – talvez pra quem entenda, mas mulher que toma vinho porque gosta apenas vai me entender).

E aí estávamos nós, em Roma, naquelas vielinhas super fofas, respirando história, e de repente, no meio do bar, aparece um cara com violino tocando La Vie en Rose (uma das minhas músicas preferidas. E também a música com a qual eu queria ter entrado na igreja. Mas o Fe não deixou). Ah, que lindo! (Eu até tinha o vídeo disso, mas aí tive que formatar o computador e perdi tudo!)

Bom, como já estava escurecendo (e olha que era primavera e estava escurecendo bem tarde!), resolvemos continuar.

 

Gewürztraminer, taça
Uma taça de Gewürztraminer, na birreria Löwenhaus. Olha só a ruela que linda – agora pensa no violinosta tocando La Vie en Rose! 

Última parada (e uma garrafa)

Seguimos nosso caminho sem direção (afinal, não tínhamos definido nada – queríamos ir andando até olhar para um lugar que parecesse interessante e parar).

Andamos, então, mais um pouco. Na verdade, muito mais. Andamos, andamos até cansar. Como já estava ficando tarde e estávamos longe, resolvemos fazer o caminho de volta para o hotel. Na região, tínhamos visto alguns lugares interessantes. Voltamos tudo, até chegar na Via Nazionale, mais especificamente no George Byron Cafè, um bar/restaurante bem de esquina na Via Nazionale (com um McDonalds ao lado).

Nesse, já estávamos um pouco cansados e com fome. Antes de decidirmos ficar, resolvemos pedir uma garrafa de vinho. Optamos pelo Salento rosê.

talento, roma, taça
Uma garrafa de Salento no George Byron Cafè, num fim de dia que seguiu até a madrugada

Salento é outra denominação de origem. Feito na região de Puglia, no sul da Itália, com uvas negroamaro e malvásia (olha ela de novo). A gente jantou nesse lugar, mas eu confesso que não faço a mínima ideia do que comemos. Naquele dia, queríamos apenas comemorar. O fato de estarmos juntos, na Europa, na Itália, tomando vinho em Roma. Numa cidade que nos recebeu absurdamente bem (afinal, estávamos vindo de muitos dias na fria Paris). Nossa intenção era simplesmente aproveitar o momento. E garanto foi muito bem aproveitado.

Conhecemos até um casal de indianos que estavam passeando por Roma(e que continua no meu Facebook). Mas foi o fim do nosso dia, já com uma temperatura bem mais baixa.

O tour, infelizmente, não existe. E, se existisse, acho que custaria muito mais do que gastamos. Afinal, adoram enfiar a faca em turista. Nossa dupla funcionou bem porque eu sou me dou bem com mapas (me localizo muito fácil e decoro caminhos mais rápido ainda) e o Fe entende de vinho. Então ele sabia dizer o que tinha de interessante no menu, a um bom custo-benefício. No fim, deu certo. E foi um dos passeios mais legais que fizemos. Daquele tipo que você não se cansa de recordar.

The following two tabs change content below.

chris_samira

Produtora de conteúdo desde 2002. Adora listas, chocolate, viajar e da canina Lili, além do Fe, com quem é casada há quatro anos. É especialista em "jogar no Google" e acha que vinho é uma questão de gosto pessoal (até porque não entende nada do assunto - só de beber mesmo). Vive indecisa quanto ao que deve fazer. Mas não acha que isso seja um problema.

Organize sua viagem para Roma com os serviços do Lá em casa tem vinho 

Desde que eu e o Fê viemos para Roma, resolvemos transformar este blog em um espaço em que pudéssemos dividir as nossas experiências. Diariamente, vamos conhecendo a cidade, aprendendo a viver nela e também mostrando aqui para você. E assim, compartilhando o que a gente vê por aqui, queremos fazer da nossa nova casa, a sua também. Além das dicas e de tudo o que postamos aqui no blog, resolvemos também ir atrás de parceiros que podem ajudar a transformar a sua viagem em uma experiência mais tranquila. A partir de agora, o LÁ EM CASA TEM VINHO te ajuda também a organizar a sua viagem para Roma.

E como a gente pode te ajudar a organizar sua viagem para Roma?

Estamos pensando em diversos aspectos. Mas queremos te oferecer possibilidades de buscar todos os produtos e serviços em um só lugar.
  • Você pode buscar a melhor tarifa de hospedagem seu hotel com nosso parceiro Booking.
  • Busca passagens de trem (e viaja de uma cidade a outra) com a nossa parceira RailEurope.
  • Reservar o seu transfer do aeroporto de Fiumicino (Leonardo da Vinci) ou Ciampino ao Termini e do Termini aos aeroportos com a Terravision.
  • Faz a cotação de seu seguro de viagem, obrigatório para quem visita diversos países europeus, signatários do Tratado de Schengen - inclusive a Itália, com o nosso parceiro SegurosPromo.
  • Compra os ingressos de todos os seus passeios antecipadamente, já se programando e evitando filas, com nosso parceiros GetYourGuide.
  • Podemos ainda acompanhar um dia de passeio e fazer fotos de você e seu grupo. Assim, não vai ter aquela história de ficar pedindo para alguém tirar a foto ou ainda sempre ter alguém do grupo que não aparece nas imagens.
  • Desconto para você visitar uma vinícola perto de Roma.
Confira aqui como a gente pode ajudar a organizar a sua viagem a Roma e os serviços que oferecemos.

Deixe uma resposta