Seis meses em Roma: um balanço desse tempo

No mês de agosto, completamos seis meses em Roma. O que a gente observou, sentiu, viveu em relação à cidade a gente conta aqui. 

Já são seis meses em Roma. Seis meses de muitas descobertas, de momentos de raiva, de alegria, de orgulho, de vontade de sair correndo. E de ficar muito tempo.

Nesses seis meses, enfrentamos frio de doer. E um calor que a gente não sabe pra onde correr.

Seis meses que mexeram com nossas vidas. Que nos permitiram aprender muita coisa, que permitiram que nos desafiássemos e testássemos nossos limites. Na verdade, morar fora faz isso. Independentemente de onde seja.

seis meses em roma

Um balanço dos nossos seis meses em Roma 

Eu já tinha falado, logo no nosso começo, sobre a minha primeira semana na cidade. Relendo o texto, fiquei até impressionada. Porque aprendi muita coisa desde que cheguei. E desde que escrevi aquele post. Mas muitas das coisas que falei, ou ainda muitas das sensações que mencionei, continuam as mesmas.

Aqui vão algumas sobre as quais já falei. E outras coisinhas mais – que vi e aprendi nos últimos meses.

#1 Moradora-turista

São seis meses de Roma. Mas ainda não me sinto uma moradora da cidade. Sinto-me mais uma turista que está aqui há bastante tempo e entende bem do local. Que sabe se localizar sem a necessidade de um mapa. Mas que ainda se perde uma volta ou outra (e se acha logo na sequência, sempre lembrando que era ali que tinha feito tal coisa… isso é muito legal!). Uma turista de carteirinha. Que sabe quais lugares visitar, quais horários, onde encontrar as coisas, os jeitos mais fáceis. E sabe dar muitas dicas. Que conhece a cidade e sente quando existem pequenas mudanças. Mas ainda muito longe de me sentir uma moradora da cidade. Por mais estranho que isso pareça, acho que ainda é muito cedo.

Sem contar com o fato de que eu adoro sair com uma câmera fotográfica na rua e um chapéu (nesse verão, item indispensável!), bem no estilo turistão. Fazer o que? Eu adoro!!!

#2 Cultura e história

Essa é a coisa mais fantástica de se morar em Roma. Você respira cultura, você enxerga a história por todos os lugares em que olha. Outro dia, em uma viagem de trem para o interior do “estado”, vimos vários aquedutos (ou o que sobrou deles). Isso é muito fantástico. Pensar no quanto isso foi gigantesco em tempos tão remotos, quando não existia tecnologia (ou pelo menos não a tecnologia que temos hoje). Mas eles faziam tudo isso… E foi feito de um jeito tão incrível que, séculos e séculos depois, ainda existe! Sobrevivendo às condições climáticas adversas, aos terremotos, às guerras…

É incrível pensar no Império Romano. Dá vontade de estudar história de novo para reaprender tudo. Porque eu descobri que, apesar de ter sido uma ótima aluna de história, não lembro de quase nada (que vergonha!).

seis meses em roma

coliseu

#3 Turistas

É muito engraçado. Porque eles estão em todos os lugares. Em todos os momentos. Pelo que percebemos nesses seis meses, a pior época foi maio, ainda durante a primavera e com um temperatura aceitável.

Durante o mês de maio, a situação era tão absurda  que a gente não sabia onde ir. Porque tudo estava lotado. A gente chegou a ir na Piazza do Spagna e não enxergávamos a escadaria! Mas aos poucos, vai melhorando.

piazza di spagna
Piazza di Spagna em maio.

No primeiro fim de semana de agosto, fizemos um passeio pela cidade, indo a diversos pontos turísticos. E achamos a cidade super vazia. Só ouvíamos outros idiomas. Nada de italiano. Só existem turistas em agosto. Mas não ligo mais. A presença deles é super importante, afinal eles que movem a economia da cidade. Um beijo pra você, turista!

piazza di spagna em agosto
Piazza di spagna em agosto.

# 4 E por falar em agosto

Já tinha lido e ouvido muito falar sobre o mês de agosto, sobre o tal do Ferragosto, o feriado de 15 de agosto, momento mais aguardado do ano pelos italianos. Sabia que as lojas fechavam, que a pessoas viajavam, que a cidade ficava às moscas, só com turistas (e é verdade, como eu contei no item anterior)… mas eu não tinha levado tudo isso a sério. Se você andar pelas ruas, vai ver um milhão de plaquinhas (na verdade, folhas A4 escritas a mão) informando que o estabelecimento estará fechado para férias. Alguns durante uma semana, outros durante todo o mês!

Outra coisa: todo mundo me alertou que o calor de agosto seria infernal. Eu achei que seria forte. Mas acredite: é pior!

Além disso, tudo acontece em agosto em relação à cidade. Pra se ter uma ideia, a prefeita anunciou o fechamento dos bebedouros (e eu já falo sobre eles daqui a pouco), a proibição de venda de bebidas alcóolicas a partir da meia noite, a proibição de consumo de bebidas alcóolicas em recipientes de vidro a partir das 22h, a proibição de sentar na beirada da Fontana di Trevi (e de outras fontes e monumentos da cidade – sujeito a multas), a interrupção dos serviços em cerca de dez estações da linha A do metrô e, além disso, quase teve racionamento de água. É um mês muito louco mesmo.

Mas se pensar bem, é até compreensível, já que (quase) não tem romanos na cidade mesmo. Só turistas.

#4 Burocracia

A Itália é um dos países mais burocráticos que já vi na minha vida. Acha que o Brasil é burocrático? Colega, você não viu nada. Tudo segue um rito pré-definido, que deve ser respeitado. E é demorado. Extremamente demorado. Principalmente no setor público. Mas não só nele.

Fazer todos os documentos italianos que precisávamos foi difícil. Tão difícil que teve dia em que a gente pensava até em desistir. Mas cá estamos. Nos disseram que, por sinal, eles fazem isso para dificultar mesmo a vida dos estrangeiros. Como se fosse uma seleção natural daqueles que realmente querem enfrentar o processo e ficar por aqui. Somos sobreviventes.

#5 Uma cidade linda, mas (muito) suja

Não tem como negar que Roma seja uma cidade linda. Nem preciso falar com profundidade sobre o fato de a cidade ser um museu a céu aberto. Mas é muito suja! É sujeira da cidade, dos moradores, dos turistas. Tanta coisa jogada no chão. Os parques (afastados do centro!) repletos de lixo, lixo jogado na rua, na grama, ao lado do cesto (quando existe)…

E não consigo entender isso porque é uma cidade turística. Deixá-la ainda mais bonita poderia atrair ainda mais gente pra cá. Sem contar que deixaria os moradores bem mais felizes.

#6 O tal do preconceito

Roma é uma cidade difícil para ser estrangeiro. Nos ônibus, já vi muito banco vago quando tem apenas um lugar ao lado de pessoas com cara de estrangeira (não-turista).O preconceito racial também existe fortemente. Mas confesso que começo a achar que isso não seja uma coisa local. É mais uma coisa italiana mesmo. Nunca sofremos preconceito por aqui. Mas a gente vê que ele existe.

Se bem que nos tempos de hoje, em que um grupo de brasileiros surtados, em pleno Rio de Janeiro, manda, aos berros e com pedaços de madeiras em mãos um sírio de volta para seu país de origem, não sei mais onde não existe preconceito.

#7 Amizades

É difícil estabelecer amizades com italianos. Ou qualquer tipo de aproximação, na verdade. A gente sempre imaginou o italiano como um povo aberto, naturalmente simpático, quase brasileiro. Mas a realidade, pelo menos por aqui, não é exatamente assim. Eles não foram nada calorosos e receptivos conosco. Exceto quando estávamos em algum restaurante no centro turístico. As amizades, pelo que percebemos, são entre eles. Com pessoas que eles conhecem há mais tempo. Com quem estudaram. Não sei… essa foi a minha impressão…

#8 Comunidade brasileira

Outra coisa que achei interessante. Pensando em tudo o que já tinha visto e lido sobre comunidades nos Estados Unidos, Inglaterra… não encontrei isso aqui. Não percebi a intenção de ajudar, a possibilidade de apoio… Inclusive em grupos no Facebook de brasileiros na Itália.

Quando você ainda não chegou, todo mundo te desanima (ok, entendo que as pessoas devem ser realistas, mas comparar o que acontece aqui com o que está acontecendo no Brasil está bem distante).

Depois que você chega, é estranho… todo mundo fala que é difícil esse começo, se coloca à disposição, mas depois da primeira mensagem, volta à sua rotina. E é isso. De verdade, o que eu sinto é que não existe uma acolhida. E todo mundo fica perdido, no seu canto.

Mas percebo que as coisas estão melhorando. Há, inclusive, um movimento do Consulado brasileiro em Roma nesse sentido.

#9 Transporte

O transporte público funciona. Tem problemas? Claro! O ônibus é lotado, atrasa sempre e, em pleno mês de agosto, a prefeitura mandou fechar cerca de 10 estações de metrô para obras. Mas a partir do momento em que eu posso afirmar que não é necessário carro para viver em Roma, não posso dizer que o transporte público não funciona. Sem contar que o fechamento é para acelerar as obras da linha C do metrô, que finalmente conectará com a linha A. Portanto, é um problema. Mas um problema para chegar a uma solução.

Para quem é turista, o transporte funciona super bem, em especial o metrô, que para na maior parte das atrações turísticas.

metrô linha a

#10 Trânsito e carros

O trânsito em Roma é bem complicado. Mas eu achava que era pior do que acho agora. Existem muitos lugares em que não é possível estacionar.

Outra coisa: os carros são baratos (um Sandero, da Renault, por exemplo, custa 7500 euros). Mas o seguro nem tanto.

A parte mais engraçada é que eles estacionam em qualquer lugar. De qualquer forma. Seja em fila dupla (ou tripla), na transversal, no sentido contrário. O importante é estacionar.

Por fim, eles têm um sistema muito legal de compartilhamento de carro. São pelo menos três empresas que fazem isso. Aliás, ainda vou escrever sobre isso.

São carros pequenos que você aluga por minutos. Você baixa o aplicativo, leva seus documentos para que sejam validados e depois está apto para utilizar o sistema. Os carros ficam espalhados pela cidade. Quando você estiver próximo a algum, basta informar no aplicativo, ele abrirá a porta e pronto. Cada minuto, em um dos aplicativos, por exemplo, custa 24 centavos. Ele é para percorrer pequenas distâncias e funciona super bem. Nossa experiência foi ótima.

#11 Alimentação

É um dos pontos mais incríveis dessa lista. Aqui a gente come muito bem. Com qualidade e a preços acessíveis.

Amamos fazer feira e tem uma ao lado de casa aberta todos os dias! E muito barata. Quando pagamos alguma coisa acima de 1 euro o quilo eu já acho que está caro. O Fê meio que briga comigo por isso… rsrs. Mas foram eles que me acostumaram mal.

seis semanas em roma
Tá vendo tudo isso aí? A gente gastou menos de 7 euros – em tudo!!!

No supermercado a história não é diferente. A variedade de alimentos é incrível. Comemos super bem e não gastamos muito. Exceto quando o assunto é carne. Isso não tem jeito.

Ah! Bebida no supermercado também é muito barato. Cervejas importadas que custam 15/20 reais no Brasil, saem por 1 euro, 1,50…

E se o assunto for comer fora, comemos bem por 10 euros cada um. Claro que há lugares mais caros, mas estamos falando de uma média.

#12 Liquidação

As liquidações são de verdade! Um amigo italiano, disse que existe até uma lei que obriga os comerciantes a realizarem os chamados saldi. E é verdade! Está lá no artigo 15 da lei 114/98.

#13 No al centro commerciale

Já que o assunto são compras, devo dizer: eles odeiam shopping center! E isso é muito engraçado. A maior parte das lojas aqui são nas ruas. E las vivem lotadas, em especial na época de saldi. Shopping é uma coisa recente, que veio há cerca de 10 anos. E encontram-se (quase) todos afastados do centro da cidade. Mas quando eles existem, são gigantescos e sempre muito cheios.

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#14 Temperaturas

As estações do ano são bem definidas. O inverno é frio (e eu, que adoro calor, achei de congelar os ossos!) e o verão é quente. Mas espera. O verão não é quente. É impossível de quente. É quente que parece que você vai cozinhar. É quente que faz você não ter vontade de sair de casa. E faz com que a gente só consiga sair com a Lili antes das 10h ou depois das 18h. Porque o chão fica impossível.

seis meses em roma
Foto de fevereiro (repara na coluna das temperaturas mínimas!) e de agosto (repara na coluna das temperaturas máximas!).

#15 A cidade é petfriendly

Falando em Lili, a cidade é petfriendly. E eu amo isso! A Lili, no final, é quem melhor aproveita essa história da mudança. Ela vai para todos os lugares com a gente. Usa transporte público, passeia sem coleira em parques, e até entra em lojas, bares e alguns supermercados (o que é meio questionável até pra mim, mas eles permitem desde que seja no colo – ah! só no Todys).

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Olha só a Lili tranquilíssima no tram.
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E parada em frente a um dos monumentos da cidade, em frente ao Foro Romano.

#16 A água é boa

Você pode tranquilamente abrir a torneira de casa e beber a água que sai dali. Não existe qualquer problema. A cidade ainda oferece mais de 2000 bebedouros (a fontanella ou nasone) gratuitos que ficam jorrando água 24 horas por dia (o que eu acho, sinceramente, muito absurdo. Ok água gratuita, mas coloca uma torneira, né?).

Em relação a isso, a cidade vem sofrendo, em pleno verão, uma forte crise hídrica, já que a enfrenta uma seca desde outubro do ano passado. Isso fez com que a prefeita determinasse o fechamento dos bebedouros  (exceto por 85 unidades) e fosse sondado até um racionamento. Mas na capital do país? Parlamentares conseguiram que isso não prosseguisse. Mas não sabemos o que acontecerá.

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Os bebedouros da Piazza del Popolo, um dos 85 que não serão fechados pela prefeitura da cidade.

#17 Aulas gratuitas de italiano

“Escolas” de italiano gratuitas estão espalhadas pela cidade. Existe até um site em que você pode pesquisar as escolas o seu nível e a proximidade da sua casa.

Os cursos são dados por voluntários e funcionam de várias formas. Em sua maior parte, são várias pessoas de nacionalidades diferentes, em níveis diferentes. Mas eles fazem o esforço de deixar um professor com pessoas do mesmo nível. É legal. Aprende. Mas não espere que você vá ter aulas como em uma escola normal.

Uma outra opção, que eu vou testar neste semestre, é o CPIA, um curso oferecido pela prefeitura da cidade, a um custo simbólico, que ainda te dá um certificado ao final.

#18 O Vaticano

O Vaticano é um dos lugares que mais gosto de visitar. Ele me traz uma calma absurda. Às vezes eu e o Fê vamos para a Praça de São Pedro só para ficar um tempinho olhando ao redor. A beleza das linhas dos prédios, do projeto. A grandiosidade de tudo. A atenção a cada um dos detalhes.

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Juro: toda vez que consigo enxergar a cúpula da Basílica de São Pedro em algum cantinho que não imaginava, fico saltitante. E impressionada. Toda vez. Acho que é o meu equivalente à Torre Eiffel por aqui.

É uma daquelas coisas que eu sei que mais vou sentir falta quando sair daqui.

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Aí você puxa a cortina, abre a janela e… lá está ela.

#19 Viajar

Viajar na Europa é muito fácil. E barato. Não importa se de trem ou de avião (existem promoções ótimas, mas ainda acho viajar de trem mais barato. Sem contar que nem todas as companhias aéreas low cost permitem cachorros nos voos). A possibilidade de você conhecer outros lugares é fantástica. Ainda não viajamos para fora da Itália, mas é muito tranquilo viajar dentro dela. E a qualidade (e velocidade) dos trens é ótima (e ainda são petfriendly – amo!).

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A parte interna de um trem regional (dos novos). Dá para viajar tranquilamente.

#20 A crise e o desemprego

Sim, ela existe. A Itália é um país que ainda está mergulhado na crise. Quase 40% dos jovens italianos enfrentam o desemprego. 40%! Isso é muita coisa.

Encontrar emprego por aqui não é exatamente fácil. Mas não é impossível. Aqui em Roma, a maior parte das vagas está ligada a serviços, em especial hotel e restaurantes. A maior parte também é part time, o que significa trabalhar seis horas, seis dias na semana, com folga em dias durante a semana (geralmente). Os salários não são nada excepcionais. A maior parte das vagas oferece para esse tipo de serviço entre 500 e 700 euros. Pelo menos foi isso o que vi nesses meses. Claro que existem outras opções, mas encontrar não é tão simples assim.

Sei que para o norte as opções são maiores e melhores. Mas não tenho como dizer, na prática.

#21 Segurança

Você só tem noção do que isso significa quando você retorna para a sua casa às 23h30, às duas da manhã sem qualquer preocupação. Nenhuminha! Quando você tem que deixar a sacola de compras (repleta de compras!) na frente do supermercado porque não é permitida a entrada com ela e quando você retorna ela está lá, lindinha, do jeito que você deixou. Quando você vê carros e carros com as janelas abertas nas ruas. Quando você saca dinheiro em muros, no meio da rua, e, apesar da nossa preocupação (afinal, somos paulistanos), nada acontece. Ninguém está ligando.

Claro que existem alguns pontos da cidade em que você deve estar precavido, digamos assim. Com a onda de imigração, a cidade começa a enfrentar algumas situações às quais não está tão acostumada. Mas isso já faz um tempo também. Nos pontos mais turísticos, centrais,  a atenção pede espaço. Aquelas coisas básicas de não deixar no bolso de trás celular ou carteira, de manter seus pertences à vista, de não deixar bolsas ou zíperes abertos… Ninguém colocará uma arma na sua cabeça, mas será esperto o suficiente para te distrair e subtrair algum bem. É só você ser esperto.

Mas, de uma forma geral, não vivemos com medo. Com medo de assalto a mão armada, de ficar parada no trânsito, de alguém entrar na sua casa, de conseguir retornar com todos os seus pertences. E eu juro: isso não tem preço.

#22 Sempre tem uma novidade

Você vive em um país diferente. Em uma cidade diferente, com suas próprias tradições, novidades. E você quer conhecer tudo aquilo. Então, para desespero do Fê, eu tenho uma lista de eventos que quero conhecer, participar. Seja o cortejo histórico, que conta a história da construção de Roma, na época do aniversário da cidade. Seja a neve no dia 5 de agosto (foi lindo!!!). Seja a troca da coroa de flores na Piazza di Spagna (só em dezembro!). Sem contar os eventos gastronômicos. Os eventos esportivos. As datas comemorativas. Sempre tem alguma coisa pra fazer. Alguma coisa nova para ver. Parece que não acaba nunca.

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O cortejo histórico, atração principal das comemorações do aniversário de Roma
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O milagre da neve, em Santa Maria Maggiore, um evento lindo que vale a pena a espera.

Mas depois de tudo isso, vale a pena viver em Roma? Vale a pena a experiência?

Vale. Muito. Eu posso achar que nunca vou estar inteiramente integrada. Posso achar que existem um trilhão de problemas. Mas toda a parte negativa que eu posso falar, eu adoro essa experiência. E recomendo. Muito.

Tem alguma coisa que você tem curiosidade sobre a vida em Roma? Deixe o eu comentário aqui embaixo. 

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chris_samira

Produtora de conteúdo desde 2002. Adora listas, chocolate, viajar e da canina Lili, além do Fe, com quem é casada há quatro anos. É especialista em "jogar no Google" e acha que vinho é uma questão de gosto pessoal (até porque não entende nada do assunto - só de beber mesmo). Vive indecisa quanto ao que deve fazer. Mas não acha que isso seja um problema.

Organize sua viagem para Roma com os serviços do Lá em casa tem vinho 

Desde que eu e o Fê viemos para Roma, resolvemos transformar este blog em um espaço em que pudéssemos dividir as nossas experiências. Diariamente, vamos conhecendo a cidade, aprendendo a viver nela e também mostrando aqui para você. E assim, compartilhando o que a gente vê por aqui, queremos fazer da nossa nova casa, a sua também. Além das dicas e de tudo o que postamos aqui no blog, resolvemos também ir atrás de parceiros que podem ajudar a transformar a sua viagem em uma experiência mais tranquila. A partir de agora, o LÁ EM CASA TEM VINHO te ajuda também a organizar a sua viagem para Roma.

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6 Replies to “Seis meses em Roma: um balanço desse tempo”

  1. Douglas Teixeira says: Responder

    Muito bom o post. E toda sorte do mundo para vcs 3.

    1. chris_samira says: Responder

      Muito obrigada!

      Beijos

  2. Acsa Ferreira says: Responder

    Que demais! Fiquei super animada com o blog! Estou pretendendo ir para Roma ano que vem junto com meu noivo e estamos um pouco perdidos. Postem mais, por favor <3

    1. chris_samira says: Responder

      Oi, Acsa! Obrigada pela visita! Tiramos umas férias, mas voltaremos em breve a postar.

      Continue acompanhando e se tiver qualquer dúvida, pode deixar aqui que tento responder.

      Abraços,

      Chris

  3. Ola adorei o blog, estou em roma buscando apartamento, como foi a busca de voces? Aonde voces aconcelham procurar?
    Obrigada.

    1. chris_samira says: Responder

      Oi, Carol, peço desculpas pela demora da resposta. Tivemos semanas corridas (e com muitas visitas!) por aqui. Procuramos em sites (como Idealista, Immobiliare), imobiliárias, placas nas ruas, mas encontramos no Airbnb. A melhor recepção foi nos apartamentos em que tínhamos que lidar diretamente com o proprietário. Tivemos muita dificuldade para encontrarmos um apartamento. Somos brasileiros (sem qualquer cidadania europeia), não tínhamos trabalho aqui (o Felipe trabalha para o Brasil), não conhecemos ninguém e ainda não conhecíamos muitas regiões da cidade.

      No fim, pegamos um apartamento no Airbnb e depois fizemos um contrato de longo prazo. A principal vantagem foi que não tivemos que comprar nada para o apartamento porque ele já estava prontinho.

      Você já conseguiu achar alguma coisa? Em que região está procurando?

      Abraços,
      Chris

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