Pré-reserva de passagem aérea: é possível?

pré-reserva de passagem, swiss

Sim, é possível fazer pré-reserva de passagem. Fizemos pela Swiss. E contamos como foi. 

Sabe aquela coisa meio Booking em que você faz uma pré-reserva e, se não der certo a viagem, você cancela? Pois é. A gente, que nem tinha ideia de que uma coisa dessas era possível, fez isso no mês passado.

Pré-reserva de passagem aérea? 

Rapidamente, a história é a seguinte: tivemos um problema familiar no Brasil há algumas semanas e, de uma hora pra outra, precisamos ir pra lá. Acontece que estamos aqui com a Lili. Pra quem não sabe, é nossa cachorrinha, uma lhasa de sete anos que nos acompanha nessa aventura de viver na Itália. E se um vai, vamos os três (eu, Fê e Lili).

Mas viajar com cachorro não é tão simples assim. Guardadas as devidas proporções, é tipo viajar com filho. Você tem que organizar um milhão de coisas. No caso da Lili, é preciso toda uma documentação. E depende ainda dos locais onde o avião irá parar. Porque cada país possui exigências diferentes. Ou seja, precisa ser uma documentação diferente para cada país: uma para o Brasil e outra para o país da escala (viajar pela Alitalia, única companhia aérea que faz voo direto, é muito caro, ainda mais em cima da hora – sem contar que as minhas experiências com a Alitalia foram péssimas).

Mas, pior de tudo: nós não tínhamos nada preparado. Como eu disse, foi tudo em cima da hora. E era preciso um monte de coisa: tomar antipulgas, vermifugar, tirar CZI, passar pelo veterinário e ainda atualizar o passaporte europeu da Lili. Tudo isso no dia seguinte – pela manhã. E não sabíamos se daria tempo. Eu não sabia se conseguiria reunir tudo isso em poucas horas. Aliás, sobre a viagem da Lili da Europa para o Brasil conto em outro post.

Antes de mais nada, era preciso encontrar uma passagem com preço aceitável. Pesquisamos muito até encontrarmos uma passagem comprável (mas ainda assim bem carinha!). Achamos uma da Swiss (que geralmente é mais cara), com rápida parada em Zurique (juro! conexão de cerca de uma hora). Mas ainda não sabíamos se seria possível embarcar.

Ligando para a Swiss: a (desconhecida) pré-reserva de passagem aérea

Voo localizado, plano traçado, mas ainda não sabia se conseguiríamos embarcar. O ideal seria uma pré-reserva de passagem. Bem no estilão Booking. Com cancelamento gratuito. Sonhar não tem limites, né? A gente já perdeu tanto dinheiro com passagem aérea nos últimos tempos (uma das histórias eu conto no post sobre a neve no Chile em outubro. Sabe aquela coisa de errar a data da viagem? Então, o Fê comprou a passagem para o mês errado. Isso foi em 2015).

Resolvi então entrar em contato com a Swiss pelo atendimento telefônico. Via Skype, liguei para o Brasil. Mal sabia eu que o atendente estava me atendendo da Suíça. 

Expliquei pra ele toda a situação. Estávamos com um problema familiar, precisávamos demais ir para o Brasil, mas temos uma cachorra e estávamos na dependência da obtenção dos documentos dela para confirmarmos a ida. Só que tudo isso tinha ainda um (sério) porém. Para dar tempo, o voo teria que ser no dia seguinte (e a Swiss só tem um voo que parte de Roma para São Paulo por dia) para conseguirmos chegar na sexta-feira de manhã. Isso era quarta-feira à noite.

O não a gente já tem 

Depois de toda a falação (minha), a fatídica pergunta, meio como uma súplica:

– Eu não  posso fazer uma espécie de pré-reserva e, se não der certo de viajar, cancelar amanhã?

Sabe aquela história de que o “Não” a gente já tem? Pois é. Vai que cola, né?

Eu podia jurar que não daria certo. Mas, do outro lado da linha, o atendente me responde:

– Sim.

Aquilo me pareceu tão surreal que eu perguntei de novo várias vezes durante a ligação (que durou quase 60 minutos). Ao final da ligação, depois de todas as pré-reservas feitas – inclusive as da Lili (para as quatro pernas do voo – afinal, só podem dois cachorros em cabine por voo – e já tinha um!), acho que já tinha perguntado umas quatro vezes.

pré-reserva de passagem, swiss,

As informações para fazer a pré-reserva

Foi tudo bem simples. E o atendente ainda ficou um tempão procurando a melhor tarifa pra gente. Ele pegou nosso primeiro e último nome, os dados da Lili e mandou uma confirmação por e-mail, que demorou cerca de uma hora pra chegar. Por ser uma pré-reserva, não pudemos escolher os assentos ou fazer check-in, claro (afinal, não estava pago). Ao término da ligação, ainda perguntei uma última vez:

– Só pra deixar claro: eu estou fazendo essa pré-reserva. Amanhã de manhã vou saber se posso ou não viajar. Se eu não puder, eu não preciso pagar nada, certo?

– Isso mesmo, senhora.

– E o que eu preciso fazer para informar a companhia de que eu não poderei viajar?

– Basta não comparecer. 

A ansiedade rola solta

Ok, estava feito. Mas sabe aquele medo de que não dê certo? Me corroeu a madrugada toda. No dia seguinte, fomos à ASL canina, fizemos em poucos minutos os documentos da Lili (eu nem acreditei! Afinal, fazer os documentos da Lili pra vir pra cá foi um sufoco!), corremos para casa para arrumarmos as malas (passamos antes no supermercado para comprar uns vinhos) e fomos para o aeroporto. Com quase cinco horas de antecedência, afinal as nossas passagens não estavam compradas, lembremos mais uma vez. E ainda tinha toda a documentação da Lili que precisaria ser analisada pela companhia aérea no embarque. Sem pensar muito, a viagem mais mal programada (e corrida – sem contar apreensiva) que eu fiz na vida.

No aeroporto

Já em Fiumicino, no Aeroporto Leonardo da Vinci, fomos direto para o balcão de atendimento da Swiss. Lá, eles conseguiram facilmente localizar a nossa pré-reserva. Para pagar, cartão de débito ou crédito. Mas à vista (ai, que dor no coração).

Pedimos para que tentassem fazer o nosso check-in com a escolha dos assentos por ali. Já não restavam tantos assentos disponíveis, que dirá juntos. Pior ainda com o espaço embaixo da poltrona da frente para colocar a caixinha da Lili (não é qualquer assento que permite a viagem com cachorro). Mas a moça, depois de um pouco de choramingo da nossa parte, fez isso. Já pensou ter que esperar duas horas mais para fazer? O Fê viajaria na fileira 1 e eu na 40.

No fim, deu tudo muito certo. O atendimento foi ótimo: tanto no balcão quanto no atendimento telefônico.

Como é viajar com a Swiss

Até aqui tudo tinha funcionado. Por mais incrível que isso possa parecer. Conseguimos fazer a pré-reserva, os documentos da Lili saíram e tínhamos até conseguido poltronas juntos, mesmo tendo feito check-in praticamente na hora do voo.

Verdade seja dita, sobrou a fileira 45 pra gente (no trecho Zurique – São Paulo). O que significa a última do avião. Mas com um espaço gigantesco embaixo da poltrona da frente (pra quem quiser entender o motivo de eu estar falando isso, dá uma olhadinha no post em que eu conto a vinda da Lili pra cá). O suficiente para caber duas caixa gigantes.

Por outro lado… bem ao lado do banheiro. O que fez com que a nossa viagem fosse marcada por um abre e fecha de porta e um acende e apaga de luz. Até uma hora em que o comissário de bordo, com dó da gente, nos ofereceu uma aquelas máscaras para dormir…  Mas não funcionou muito bem. Mas eles nem tinham culpa…

Atendimento e comida (a parte que interessa)

O atendimento foi excelente. Os comissários de bordo falavam em alemão e em um inglês muito bom. Outra coisa sensacional foi decolagem e aterrissagem. Eu juro que nunca vi uma aterrissagem tão tranquila quanto as desses voos. Parecia que o piloto simplesmente parava o avião, sem qualquer tranco, sem barulho, sem nada. A gente agradece. O avião é um Airbus, que segue a divisão 2-4-2. Aliás, se na ida ficamos bem nesse meio (mas com 3, já que lá no fundo a coluna central afunila), na volta ficamos em duas poltronas isoladas (o que foi ótimo). Ah! E bem mais distante do banheiro.

swiss, avião swiss, como é viajar com a swiss, pré-reserva de passagem
Nosso avião na ida, indo para São Paulo.
swiss, como é viajar com a swiss, pré-reserva de passagem
Nosso avião na volta.

Quanto à comida, ela é boazinha (o queijo é ótimo! Eu adoro queijo!). Tanto café da manhã quanto as refeições principais (jantar na ida. Almoço na volta). E eles servem ao longo de todo o trajeto. Com vinho, cerveja, refrigerante, sucos, chá. Água o tempo todo.

(Chocólatra como sou) A melhor parte é o chocolatinho personalizado (delicioso!) servido bem no finzinho do voo. Mesmo no curtíssimo trecho Roma – Zurique. A sensação é que é tipo aquele presentinho final pra você ficar com uma boa imagem da empresa. Chocolate tem esse poder. Ainda mais chocolate suíço.

Pra resumir

Os voos foram ótimos. Não tivemos qualquer problema com a Lili. Talvez a reclamar só a minha TV que não funcionou de jeito nenhum na volta à Roma. No fim, foi bem bom.

chocolate swiss, pré-reserva de passagem
O chocolatinho (delicioso!) que eles servem ao final da viagem. Não tirei foto dele abeto (não deu tempo!), mas ele era personalizado. Só não repara na unha (a viagem foi às pressas, não deu tempo de fazer. E se já estava ruim na quinta, no dia da viagem ficou pior ainda).

Antes de encerrar, só pra lembrar: a Swiss é membro Star Alliance e tem parceria com a Latam (dá pra acumular pontos, inclusive Multiplus – só não esqueça de dar o número no momento do check-in).

No final das contas, acredito que tenha conseguido a proeza de fazer a tal da pré-reserva por ser muito em cima da hora. Mas funcionou super bem. Não sei dizer se outras companhias aéreas fazem isso. Mas valeu a experiência pela Swiss. Já pensou se a gente não tivesse conseguido os documentos da Lili?

The following two tabs change content below.

chris_samira

Produtora de conteúdo desde 2002. Adora listas, chocolate, viajar e da canina Lili, além do Fe, com quem é casada há quatro anos. É especialista em "jogar no Google" e acha que vinho é uma questão de gosto pessoal (até porque não entende nada do assunto - só de beber mesmo). Vive indecisa quanto ao que deve fazer. Mas não acha que isso seja um problema.

Organize sua viagem para Roma com os serviços do Lá em casa tem vinho 

Desde que eu e o Fê viemos para Roma, resolvemos transformar este blog em um espaço em que pudéssemos dividir as nossas experiências. Diariamente, vamos conhecendo a cidade, aprendendo a viver nela e também mostrando aqui para você. E assim, compartilhando o que a gente vê por aqui, queremos fazer da nossa nova casa, a sua também. Além das dicas e de tudo o que postamos aqui no blog, resolvemos também ir atrás de parceiros que podem ajudar a transformar a sua viagem em uma experiência mais tranquila. A partir de agora, o LÁ EM CASA TEM VINHO te ajuda também a organizar a sua viagem para Roma.

E como a gente pode te ajudar a organizar sua viagem para Roma?

Estamos pensando em diversos aspectos. Mas queremos te oferecer possibilidades de buscar todos os produtos e serviços em um só lugar.
  • Você pode buscar a melhor tarifa de hospedagem seu hotel com nosso parceiro Booking.
  • Busca passagens de trem (e viaja de uma cidade a outra) com a nossa parceira RailEurope.
  • Reservar o seu transfer do aeroporto de Fiumicino (Leonardo da Vinci) ou Ciampino ao Termini e do Termini aos aeroportos com a Terravision.
  • Faz a cotação de seu seguro de viagem, obrigatório para quem visita diversos países europeus, signatários do Tratado de Schengen - inclusive a Itália, com o nosso parceiro SegurosPromo.
  • Compra os ingressos de todos os seus passeios antecipadamente, já se programando e evitando filas, com nosso parceiros GetYourGuide.
  • Podemos ainda acompanhar um dia de passeio e fazer fotos de você e seu grupo. Assim, não vai ter aquela história de ficar pedindo para alguém tirar a foto ou ainda sempre ter alguém do grupo que não aparece nas imagens.
  • Desconto para você visitar uma vinícola perto de Roma.
Confira aqui como a gente pode ajudar a organizar a sua viagem a Roma e os serviços que oferecemos.

Deixe uma resposta