O dia da esfiha

receita de esfiha

O post do Fe sobre o “shawarma” (não leu ainda? Olha lá, vai?) me fez deixou com vontade de falar sobre as minhas origens, em especial uma coisa que a minha família já faz há alguns anos: o dia da esfiha. Os pais da minha avó, mãe do meu pai, vieram da Síria no início do século passado. Àquela época, a situação também não era tão tranquila no país e a cidade na qual eles fixaram residência, Rifaina-SP (a última cidade a receber telefone no país, segundo uma propaganda da década de 80 – dá pra assistir aqui), recebeu vários outros imigrantes sírios.  Minha avó, a única das irmãs ainda viva, nasceu no Brasil, mas as origens são muito presentes na minha família. Em especial na culinária.

rifaina
Rifaina (lá em cima, em vermelho) – pequena cidade, divisa de São Paulo com Minas, mas ainda do lado paulista

Mas antes de continuar, volto um pouquinho…

Eu não sou uma pessoa muito fã de aniversários. Esse negócio de ser o centro das atenções, ficar mais velha, enfim… Mas a família do Fe é. E ele, principalmente, me incentiva a comemorar os meus, desde o primeiro aniversário que passamos juntos, já casados. E eu, que sempre fugi dessas coisas, agora fico pensando no que fazer no meu aniversário, com antecedência. Eu faço aniversário em 20 de novembro e já faz alguns anos que aqui em São Paulo é feriado (o que me deixa mais feliz), por isso, pra reunir as pessoas é muito mais fácil.

No ano passado, defini com antecedência o que faria: um dia da esfiha. E aqui retomo a história.

Cresci comendo quibe (inclusive cru), esfiha, charuto (que a gente chama de malfufo), ristilós, coalhada, chancliche… amo muito tudo isso! E sempre achei que o povo não tem noção do que é comida árabe boa. Então por que não reunir meus amigos e minha família e fazer um workshop de comida árabe? Pensei em todos os detalhes. No cardápio: esfiha (de carne fechada), quibe cru e assado, kafta, homus, babaganush e coalhada. De sobremesa, ristilós (um bolo maravilhoso que nem todo mundo conhece e quem conhece comeu uma versão bem meia boca vendida por aí). Modéstia à parte, as receitas da minha família são as melhores.

Convite aniversário árabe
O convite, enviado pelo WhatsApp

O dia da esfiha

Fiz uma mesa grandona com todas as comidas – cada uma com a identificação da respectiva receita. Quem tivesse interesse, poderia tirar uma foto pra levar pra casa – no estilo gostou? Pega aí.

aniversário, comida árabe, mesa árabe
A mesa (agradecimento especial à Pati, que fez a única foto da mesa – foi tão corrido que não deu tempo) – repara lá no canto esquerdo na cor do quibe cru – ele nem vermelho é!

No centro do salão, uma mesa grandona em que a gente fez as esfihas. Assim, todo mundo junto, quem quisesse, claro, teria a oportunidade de aprender – e fazer. Um verdadeiro workshop de comida árabe. Minha avó só ali fazendo a massa e orientando. O maior (e melhor) controle de qualidade que existe.

comida árabe, fazendo esfiha
A mesa no meio do salão. No final, todo mundo foi ver, mas a mulherada é que trabalhou (a minha vovó, o alto de seus 91 anos, é a da esquerda – fofa, não? Atrás, a minha mãe)

Não tenho nem como dizer que estava tudo incrivelmente bom. Primeiro porque foi um dia muito legal. Segundo porque reuniu várias pessoas queridas. Terceiro porque a comida estava realmente muito boa. E quarto porque foi também interativo. Até hoje ouço que não existe esfiha melhor que a da minha avó (maior orgulho!). E é a mais pura verdade. E o quibe cru um monte de gente que vira o olho, comeu. Porque a proporção da receita da minha avó é diferente. Você come quibe. Não carne crua (nem vermelho é!). E o ristilós (que muita gente chama de doce de semolina) fez o maior sucesso. Não sei como conseguem vender os ristilós por aí… só de olhar você já percebe o quão melhor é o da minha avó (e o do tio Nando!).

pistilos, doce de semolina
Também não tenho foto dele servido, mas é assim que tem que ser um pistilos (ou doce de semolina)

Uma pena não ter mais fotos…

As receitas

As receitas de quibe, esfiha e do ristilós, pra quem quiser, deixo aqui embaixo (se tiver alguma outra que você queria, das que eu citei durante o texto, é só mandar um e-mail pra gente). Sou super suspeita, mas são as melhores receitas da vida! Deixando longe o segundo colocado. Quem sabe qualquer dia a gente faz de novo, né?

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 Dia do Amigo

Por fim, deixo aqui nossa homenagem (minha e do Fe – porque foi ele que mexeu nas imagens) ao Dia do Amigo. Com uma montagem das várias pessoas que estiveram presente nesse dia aí em cima e que são família – e também amigos – tão especiais (faltou um  monte de gente, mas estou esperando neste ano, heim?)

montagem família amigos 1 montagem família amigos 2

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chris_samira

Produtora de conteúdo desde 2002. Adora listas, chocolate, viajar e da canina Lili, além do Fe, com quem é casada há quatro anos. É especialista em "jogar no Google" e acha que vinho é uma questão de gosto pessoal (até porque não entende nada do assunto - só de beber mesmo). Vive indecisa quanto ao que deve fazer. Mas não acha que isso seja um problema.

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