A nossa confraria 

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Eu já contei aqui que eu acho que o Fe tem a capacidade de “converter” as pessoas para o mundo do vinho. E se isso não for possível, ao menos ajudá-las a apreciar a bebida. Muito provavelmente isso aconteça porque ele indica a melhor forma de você tomar o vinho, o que significam todas aquelas sensações que a gente sente na boca ao levar a taça e degustar a bebida. Ao invés de simplesmente tomá-la. E acho que isso torna a experiência muito mais interessante. A Mari e o PH são provas vivas disso. E nada mais natural do que montarmos com eles a nossa primeira confraria.

Nós nos conhecemos há uns quatro anos. E eles, que já moraram em Sorocaba, Campinas e Santos, finalmente se mudaram para São Paulo.

A Mari já tomava um pouco de vinho. Mas o PH, não. Ele é mais “beer kind of guy”. E se fosse pra tomar vinho que fosse mais do estilo lambrusco. Precisava ser praticamente um suquinho pra poder beber. E acho que de tanto a gente falar sobre o assunto, ele começou a se aventurar (quase não houve pressão, sabe?).

Na semana passada, a Mari e o PH estavam em casa e, no meio do jantar, após algumas garrafas e outras várias constatações, resolvemos montar a Macchè, a nossa confraria. Nossa ideia é nos encontrarmos a cada 15 dias e aprendermos juntos sobre o universo dos vinhos. Sendo o Fe o nosso instrutor. Mais uma forma de  nos reunirmos sempre.

Como nós três ainda não sabemos muito, resolvemos começar pelo básico. Novo Mundo até 40 reais. Inicialmente, achamos que ia ser super tranquilo encontrarmos vinhos interessantes para levarmos. Mas não foi. Pra ninguém. Primeiro porque dependendo do supermercado que a gente vai, a quantidade disponível de possibilidades é muito pequena (ainda mais na soma Novo Mundo + 40 reais). Segundo que o Fe nos tornou um pouquinho mais exigentes. Até porque quando ele escolhe o vinho, a tendência é de ser superior ao que pode ser encontrado nessa combinação (região + valor) escolhida. De qualquer forma, foi difícil.

Nosso primeiro encontro aconteceu sexta-feira, na casa da Mari e do PH.

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A mesa do primeiro encontro da nossa confraria

 

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Olha como a Mari cuidou de cada um detalhes

Foram quatro vinhos. Três tintos e um branco: Tribu (da Mari), Aves del Sur (levado por mim) e Trapiche (PH), entre os tintos, e Secret Reserv, o branco (do Fe).

O meu, by the way, foi aquele do meio, com um passarinho no rótulo. R$39,90 no Pão de Açúcar, que detém exclusividade na comercialização da marca. E, de longe, o pior da noite.

O único branco foi levado pelo Fe. Segundo ele, era certeza que ninguém escolheria um branco. Total verdade (e sobre isso ele fala aqui).

 

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O branco que o Fe trouxe (Secret Reserve White Blend)

 

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Os três tintos escolhidos: Tribu (o melhor da noite, da Mari), Aves del Sur (o meu) e Trapiche (PH)

O ranking da noite

Sinceramente, eu achei esse branco o melhor vinho da noite (o Fe também e o próximo post da seção Adega do Zboril é sobre isso). Seguido pelo Tribu, levado pela Mari, e que a gente já tinha tomado em casa, inclusive.

Na verdade, exceto pelo vinho que eu levei (e pelo branco do Fe), a gente já tinha bebido os dois. E do Tribu eu tinha uma boa recordação. Do Trapiche  eu não lembrava. Mas sabia que já tinha tomado.

O Tribu é da vinícola argentina Trivento, de Mendoza. O que nós tomamos era feito com uvas syrah, ano 2014. Comprado no Sonda por R$39,90. (aliás, #ficadica a Mari disse que foi no Pão de Açúcar e no Sonda atrás de vinho e achou a adega do sonda bem melhor que a do Pão de Açúcar). Como eu não sou a especialista dos vinhos, só digo que achei esse bem melhor que todos os outros. E como tomamos esse por último, pareceu até uma escadinha. Tipo… o melhor para o final.

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O melhor tinto da noite: Tabu (Trivento)

Os piores da noite

Sem sombra de dúvidas os meus R$39,90 foram os mais mal gastos da noite. O Fe usou uma expressão engraçada, mas achei bem a cara do que eu estava sentindo. Parece que você está lambendo madeira quando toma o vinho. E é exatamente esse o gosto. Pelo que entendi, eles não colocam em barrica, mas colocam lascas de madeira no meio do processo de produção. E é isso que deixa o vinho com o gosto que ele tem. É bem ruinzinho. mas o rótulo é fofo.

Como  mencionei lá em cima, o Pão de Açúcar detém exclusividade na comercialização da marca. E depois que comprei li que esse que eu escolhi é justamente o pior de todos. Mão santa a minha, não?

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Aves del Sur Cabernet Sauvignon

O Trapiche, do PH, também não era grande coisa. Feito de uva malbec, 2015, também de Mendoza, Argentina. Acho que ele pagou os mesmos R$39,90.

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Trapiche Malbec

Como funciona a confraria

A nossa ideia de criar uma confraria surgiu do nada. Queríamos saber como chamar um encontro ocasional de amigos que bebem vinho. Foi o Fe que falou que isso na verdade era uma confraria. Ficamos então procurando como funciona uma confraria, como criar uma, como se pra isso existissem regras.

A ideia de uma confraria é exatamente reunir pessoas em torno de um tema comum. O nosso era o vinho para se beber com amigos. Como se pra isso fosse necessário um nome…  Mas se puder ter um, melhor, né?

Acho que o que é legal da confraria é que o grande foco da noite é o vinho. Em torno dele giram as conversas. A gente vai trocando experiências e sensações, dá risada e cria histórias pra contar depois.

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A rolha de número 1 da nossa confraria anotada e guardada para a posteridade

Nossa primeiro encontro não foi um grande sucesso em relação aos vinhos, mas foi um jantar delicioso.

O creme de espinafre com alcachofra (daquele que tem no Apple Bees) estava delicioso. Comemos com Doritos natural. Casou super bem com o vinho branco.

O nosso prato principal não ornou muito bem com os outros vinhos, mas que estava muito bom, estava.

Acho que acabamos por nos preocupar muito com a comida e deixamos o vinho meio de lado. Até porque eles não eram as mil maravilhas. No final, sobrou vinho pra caramba. Principalmente do Aves del Sur e do Trapiche. Os outros dois acabaram.

Ainda não definimos o tema do nosso próximo encontro, daqui duas semanas. Mas fato é que podemos diminuir uma unidade de vinho pra não sobrar tanto. E de repente nos preocuparmos um pouco menos com a comida – para deixarmos nosso vinho como elemento principal. Não sei… ainda precisamos conversar. Mas foi uma noite bem legal.

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chris_samira

Produtora de conteúdo desde 2002. Adora listas, chocolate, viajar e da canina Lili, além do Fe, com quem é casada há quatro anos. É especialista em "jogar no Google" e acha que vinho é uma questão de gosto pessoal (até porque não entende nada do assunto - só de beber mesmo). Vive indecisa quanto ao que deve fazer. Mas não acha que isso seja um problema.

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