5 lugares para visitar em Roma (sem gastar)

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Ok, eu sei. É muita pretensão da minha parte querer fazer uma lista com lugares para visitar em Roma, ainda mais em uma uma cidade tão cheia de histórias (e, por isso, monumentos) como esta.

Mas, pra ser bem sincera, tem alguns lugares que são muito especiais, do tipo que faz com que você queira visitar logo no primeiro dia. E, mais importante, sem pagar qualquer coisa por isso.

Além disso, tem gente que só vai passar poucas horas (quem está em uma conexão, quem sabe?). Ou vai passar somente alguns (poucos) dias. E está procurando coisas legais (e gratuitas?) para visitar. Aliás, fica a dica, vale a pena ficar pelo menos seis dias na cidade pra conhecer boa parte das coisas. Tudo, eu sei, nunca é possível.

Então, pensando nisso, enfrentei o desafio de fazer a minha relação dos cinco lugares que eu acho que você precisa visitar em Roma, sem gastar um eurozinho pra isso. Vamos à lista.

5 lugares para visitar em Roma (sem gastar)

 

#1 Fontana di Trevi

A maior e mais famosa fonte da Itália. Diz a lenda que se você ficar de costas e jogar uma moeda, retornará à cidade (eu joguei e retornei outras duas vezes!). A lenda continua dizendo que se você jogar uma segunda moeda, se apaixonará por um italiano e, se jogar uma terceira, irá se casar com ele. Até fiz isso (deixemos claro: não sabia da tradição), mas já era casada com o Fe, ou seja…

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A Fontana di Trevi antes da reforma.

Simplesmente amo esse lugar! A Fontana é sempre o primeiro lugar que visito quando chego em Roma (aliás, lembrei que desta vez eu não joguei a moeda – preciso voltar lá). Ali também fica uma gelateria chamada Don Nino que é bem boa (pelo menos eu acho – alguns dirão que ela é bem comercial).

Leia sobre a experiência de tomar gelato, o melhor sorvete do mundo, aqui.

Um pouco de história

A fonte, fica onde funcionava um aqueduto (construído em 19a.C. e que funcionou por cerca de 400 anos) ficou pronta em 1762. No centro, Netuno com um tritão de cada lado (o primeiro domina um cavalo marinho e o outro conduz um animal mais bonzinho), simbolizando as marés.  Em um dos relevos, uma jovem aponta para onde brota a água. A fonte passou por uma restauração em 1998 e depois por uma reforma entre 2014 e 2015 financiada pela marca Fendi.

Informação importante: ela vive lotada. Sempre.

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Repara na quantidade infinita de pessoas ao redor da fonte. E é assim o dia inteiro!

Dicas interessantes

Para pegar a Fontana di Trevi vazia, tente ir bem cedo. Para conseguir jogar sua moedinha e tirar uma boa foto, vá chegando aos poucos e fique observando quem vai sair. Seja rápido. É chato, mas dá certo. Ah! Não se esqueça de voltar à Fontana à noite, quando ela fica toda iluminada.

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A Fontana di Trevi à noite (e após a reforma).

Voltando às moedinhas

Quanto às moedinhas, fiquem tranquilos. Elas são recolhidas diariamente pela Fundação Cáritas,  que encaminha as arrecadações para os desfavorecidos. Ah! E nem tente pegar qualquer moeda, é crime!

 

#2 Praça de São Pedro

Difícil explicar a sensação de quando você, andando pela via della Conciliazione, passa pelos portões do Vaticano, o menor Estado do mundo (soberano desde 1929), e adentra a Praça de São Pedro. Na minha cabeça, vem aqueles dias de espera até a fumaça branca, com a nomeação do papa Francisco. Aquele mar de gente, vinda de todos os cantos do mundo, apenas esperando a definição do futuro da Igreja Católica. Depois, uma sensação maluca de bem estar, de gratidão.

Vaticano, entrada Vaticano, via della Conciliazione

A via della Conciliazione, que dá direto no Vaticano. A sensação de estar ali é simplesmente indescritível.

A praça

A praça é criação de Bernini, escultor e arquiteto italiano responsável por diversas obras em Roma, como a Fontana dei Quattro Fiumi, na Piazza Navona (onde fica a Embaixada do Brasil na cidade). A ideia original era criar uma praça em que o papa pudesse ser visto pela maior quantidade possível de pessoas, quando aparecesse do balcão da Basílica de São Pedro.

Ao redor, 140 estátuas representando santos. É dali que o papa faz o Angelus (aos domingos, lá de cima) e as audiências (às quartas, lá embaixo).

Leia aqui sobre a nossa primeira experiência assistindo à missa do papa (e todos os erros de principiante que cometemos).

Assista ao vídeo em que mostramos como assistir à missa do Papa.

Fizemos também um compilado de tudo  aquilo que você precisa saber para ver o Papa bem de pertinho. 

O lugar foi definido por ter sido onde São Pedro foi torturado e enterrado, e então trasnformou-se na residência dos papas que o sucederam. Ficou pronta em 1667.

O obelisco

No meio da praça, fica um obelisco de 40m, trazido do Egito por Calígula, no ano de 37 d.C. Àquela época, o monumento ficava próxima à antiga basílica de São Pedro, onde foi martirizado o próprio São Pedro. Em 1586, o obelisco foi transportado por 900 homens para o centro da praça. Imagina só: maquinas de madeira foram construídas para levar o obelisco de um lugar para o outro. Eram, no entanto, apenas 300m (imagina o trabalho – ah! enquanto isso, o Brasil era um jovem de 86 anos). À frente, a Basílica de São Pedro, com sua nave de 186m de comprimento e a cúpula de 136 metros (está bom pra você?). É indescritível essa visão. E olha que eu nem sou tão católica assim.

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A praça de São Pedro, com a Basílica ao fundo, as estátuas todas que a rodeiam e o obelisco no centro, logo após uma das audiências papais (que acontecem às quartas-feiras)

 

#3 Piazza di Spgana

Digamos que a Piazza di Spagna seja na verdade um complexo composto por uma praça, uma fonte, uma escada e uma igreja. Dizem que seria obra de Bernini (se pai ou filho, não sabemos). A fonte, a Barcaccia della Fontana, foi criada após uma grande inundação causada pela cheia do rio Tibre. A escadaria, Scalinata di Trinità dei Monti, projetada em 1717, possui 130-140 degraus. Aliás, um dia ainda conto um por um – procurei na internet e encontrei que ele tem: 135, 136, 138 e 144, dependendo da fonte. No topo da escadaria, a Igreja di Trinità dei Monti.

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A Piazza di Spagna com a escadaria (antes da reforma) e a Igreja de Trinità dei Monti, lá em cima

Curiosidade sobre a Igreja é que ela é cuidada pelo governo da França. Assim como toda a região lá em cima, inclusive a Villa Medici (é lá que fica a Academia da França em Roma, uma escola de ensino superior de arte).

No século XVII, ali na praça ficava a sede da Embaixada da Espanha na Santa Sé e pensava-se que fosse território espanhol (fala-se até em perseguição, caso estrangeiros entrassem na área).

 

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Reforma

Recentemente, a Piazza di Spagna passou por uma reforma financiada pela Bulgari (assim como aconteceu com a Fontana di Trevi, pela Fendi). No ano passado, quando estivemos lá, ela estava fechadinha – para a tristeza de todos os turistas.

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A Piazza di Spagna ao entardecer (e vazia) durante a reforma, em 2016.

O lugar vive lotado, inclusive à noite, durante o verão, mas sempre dá pra achar um cantinho por ali para sentar e ficar só observando.

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A escadaria da Piazza di Spagna (lotada sempre).

Antigamente (tipo quando a foto acima foi tirada), as escadas estavam super desgastadas. Você ia subindo e via os degraus abaulados. De tanto uso. A reforma mudou isso também.

Ao redor da Piazza di Spagna (um rápido parênteses)

A praça fica no quarteirão com com a maior quantidade de lojas de luxo em Roma. Logo à frente, fica a Via dei Condotti. Nela, você encontra lojas como Burberry, Tiffany, Prada, Gucci, Valentino, além da própria Bulgary, responsável pela reforma. Mas ali pela região você ainda acha Chanel, Fendi, dentre tantas tantas outras.

Leia sobre a experiência de tomar uma taça de vinho branco, na primavera de Roma, enquanto se observa o pôr do sol ou o movimento da região.

Se quiser passear pela região, é possível encontrar várias pequenas lojinhas no meio de ruas estreitas, dominadas por turistas (e muitos e muitos cafés com preços bem altinhos). Saindo da praça, é possível chegar à Via Del Corso (com um milhão de lojas de rede). Ali você encontra Zara, Alcott (uma espécie de Forever 21 – adoro!), Celio, Gap, Danielle (legal para comprar sapatos). Mas também lojinhas vendendo óculos, lingerie, meias (sim, há lojas só de meias!), coisas de papelaria. E até uma loja da Disney. Por ali você também encontra a loja da Ferrari com 400 metros quadrados, com um modelo do carro exposto (mas fotos são proibidas).

 

#4 Pantheon

Entrar no Pantheon, o “templo de todos os deuses”, é um experiência incrível.

Comecemos com o fato de ele ter sido construído entre os anos de 118 e 125  (!) e se encontrar em excelente estado de conservação. Vale mencionar que um primeiro Pantheon chegou a ser construído entre 27 e 25 a.C., mas foi detonado por dois incêndios.

 

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A entrada do Pantheon, o templo de todos os deuses, e atual igreja católica.

Segundo pelas dimensões: ele possui 43,3m de altura e exatos 43,3m de diâmetro (me explica como isso é possível em 118 d.C.?).

Terceiro: ele recebe luz de apenas um ponto, o oculus, no alto do monumento, que fica aberto o tempo todo. No piso de mármore, pequenos orifícios ajudam na drenagem da água. E é bastante claro.

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O oculus, no Pantheon, o único ponto por onde entra luz no edifício inteiro (e, ainda assim, o lugar é bem iluminado).

O edifício foi construído com tijolos, revestidos por mármore. As paredes são grossas (a espessura da porta é enorme!). Li recentemente que teriam de 2 a 6m de espessura, dependendo do ponto onde se encontram. Só a cúpula pesa 5 mil toneladas (imagina a engenharia pra manter tudo isso em pé!).

Ali é possível encontrar os túmulos de importantes personagens da história romana, como o rei Umberto I e o artista Rafael. Desde o século VII, ele é uma igreja, a Santa Maria dos Mártires (e nesse momento, eles literalmente expulsam todos os turistas).

O lado de fora: mais atrações

Em frente, a Piazza della Minerva, com seu obelisco, que leva em sua base um elefante, símbolo de inteligência e devoção, virtudes que deveriam formar a verdadeira sabedoria dos cristãos.

Uma coisa legal: vira e mexe tem apresentações artísticas na frente do Pantheon. No ano passado, tinha um tenor cantando ao vivo e sem microfone, bem no meio da praça.

Rápida curiosidade: se você parar para observar a fachada, vai ver vários buracos na parede, resultado a passagem da Itália pela segunda guerra mundial.

 

#5 Piazza Navona e Piazza del Popolo

Peço desculpas, mas sou indecisa e não consegui definir qual seria o quinto lugar. Por isso, coloquei aqui os dois. Se você estiver no Pantheon, o lugar mais fácil de ir é para a navona. Se você estiver na Piazza di Spagna, seu lugar é a Popolo. Gosto das duas. Difícil escolher. Mas vamos lá.

Piazza Navona

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Detalhe da igreja Sant’Agnese in Agone, na Piazza Navona

A praça onde se encontra a Embaixada do Brasil em Roma, o Palácio Pamphilj, que foi a residência do Papa Inocêncio X, é uma das mais famosas de Roma. Ali está a Fontana dei Quattro Fiumi, de Bernini (a central e mais importante, construída no século XVII). Além disso, ainda é possível encontrar a Fontana di Nettuno e a Fontana Del Moro, em cada um dos lados da praça, e a igreja de Sant’Agnese in Agone.

Piazza Navona

Detalhe da Fontana dei Quattro Fiumi, na Piazza Navona

A praça foi construída sobre as ruínas das tribuna de honra do stadium de Domiciano, do século I, que tinha capacidade para cerca de 30 mil pessoas. Pode reparar: o formato é de uma pista de corrida.

No verão, é possível encontrar diversos artistas de rua trabalhando por ali, em especial pintores e desenhistas.

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Detalhes das pinturas vendidas na Piazza Navona (a foto foi feita na primavera de 2013)

Palhaços também fazem a alegria da garotada. Aproveite para sentar em um dos bancos (difíceis de serem encontrados vazios) para descansar um pouco das tantas caminhadas pela cidade.

Piazza del Popolo

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A antiga porta da cidade, na Piazza Del Popolo

Uma das praças mais impressionantes de Roma, na minha opinião. Ali fica a via Flaminia, construída em 220 a.C., para ligar Roma à costa adriática italiana. Em frente, a Porta del Popolo, construída no século XVII. Era, literalmente, a porta de entrada em Roma, onde inspetores da alfândega revistavam bagagens e barravam visitantes.

No centro da praça, um obelisco com mais de 3 mil anos, vindo do Egito, e colocado ali no século XVI. Nos séculos XVIII e XIX, a praça era palco de execuções públicas.

Ao sul, a praça ainda possui duas igrejas gêmeas, a de Santa Maria in Montesanto e a Santa Maria dei Miracoli (atualmente em reforma). As igrejas foram construídas de modo simétrico para dar à praça um ponto central (meu TOC agradece). No entanto, o espaço das ruas que as margeiam era diferente. Por isso, o arquiteto Carlo Rainaldi, responsável pelo projeto, fez com que as igrejas tivessem uma abóboda circular (Santa Maria dei Miracoli) e uma abóboda oval (Santa Maria in Montesanto).

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As igrejas gêmeas na Piazza Del Popolo (a dei Miracoli em reforma)

Hoje em dia, ela é palco das grandes manifestações romana e também de festa populares. Muitos turistas ficam pelo local, passeando ou simplesmente sentados nas escadas do obelisco central. Para complementar, ambulantes vendem de tudo: de pau de selfie (aos montes!) a coisas pra fazer bolinha de sabão. Ah! E sempre querem te dar flores. É bem irritante, na verdade. Mas releve que tudo dá certo.

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chris_samira

Produtora de conteúdo desde 2002. Adora listas, chocolate, viajar e da canina Lili, além do Fe, com quem é casada há quatro anos. É especialista em "jogar no Google" e acha que vinho é uma questão de gosto pessoal (até porque não entende nada do assunto - só de beber mesmo). Vive indecisa quanto ao que deve fazer. Mas não acha que isso seja um problema.

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