Como é o Mercato Centrale di Roma

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O mais novo mercado da cidade é também o mais moderninho. No meio de tantas opções, o Mercado Centrale de Roma tem uma das melhores coisas que a cidade oferece: comida. Pizza, gelato, massa, doces, sanduíche, queijos. Tudo para deixar com fome quem passa pelo local. 

Eu e o Fe somos os doidos dos mercados. Toda vez que visitamos uma cidade diferente, sempre buscamos supermercados e mercados locais que possam nos dar uma ideia melhor de como as pessoas daquela cidade vivem.

Talvez porque sempre tenhamos vivido em São Paulo, com feiras, mercados e supermercados a cada esquina. Ou porque gostamos de cozinhar (ele, no caso) e comer (agora sim: eu e ele). Mas uma coisa é fato: essa questão de ver o que a cidade tem a nos mostrar por meio de seus mercados é super importante pra gente. Tipo necessidade mesmo… 

Por incrível que pareça, o único mercado que conhecemos em Roma nas duas vezes em que estivemos aqui era o Campo de’Fiori. Um mercado aberto, próximo à ilha Tiberina, o mais turístico de todos (e o que dizem, não reflete a “realidade romana”), mas com uma baita história. Rápido parênteses: é lá que se encontra a escultura de Giordano Bruno (a mesma encontrada no quarto do menino do Acre que desapareceu, sabe?).

Mas, de verdade, não tinha dado tempo de conhecer outras possibilidades. Nem um mercadinho de pulgas sequer (amo!). Mas tudo bem. Como sabia que voltaríamos em breve, fiquei tranquila.

Por isso mesmo, não tive duvidas quanto ao que queria fazer logo na minha primeira semana: conhecer um mercado. Ah, só pra constar: primeiro dia foi o dia de ver supermercados – sim, eu sou estranha assim. 

Vamos ao mercado?

O escolhido, inicialmente, seria o Mercado Trionfale, na via Andrea Doria (avenida linda linda linda, que lembra Paris, na região do Vaticano. Por sinal, próxima ao local ao local onde ficamos hospedados no primeiro mês aqui em Roma (por isso a escolha). O mercado, porém, fica aberto das 7h às 14h às segundas e terças (uma coisa comum pela cidade). E até as 19h às quartas, quintas e sextas. Já eram 12h quando decidimos sair de casa (antes estávamos organizando as coisas do blog – tá achando que fazer blog é coisa simples?). Por isso, optamos por aguardar até quarta-feira e visitar com calma.

O segundo lugar que veio na minha cabeça foi o Mercato Centrale di Roma, que fica no Termini.

Mercato Centrale di Roma

Nossa história com esse mercado é interessante. A primeira vez que viemos a Roma, ficamos no Termini e temos uma relação super saudável com o lugar. Cheguei a mencionar uma vez que tinha lido barbaridades sobre a região, e que não achei nada disso. Achei o Termini ótimo para ficar hospedado (principalmente para quem não vai ficar tantos dias na cidade. Por isso, sempre voltamos para  região, inclusive pro shoppingzinho que tem na estação (não adianta: a gente sai de São Paulo, mas São Paulo não sai da gente).

Na segunda vez, em setembro do ano passado, fomos ao Termini algumas vezes, pelos mais diversos motivos (inclusive para pegarmos o trem para Chieti), chegamos a visitar o Eataly que tem por ali, e só.

Poucos tempo depois, quando voltamos a São Paulo, posts e mais posts falavam sobre o Mercato Centrale, do Termini. Fiquei super surpresa porque nunca tinha ouvido falar sobre esse mercado. A minha reação era nada mais do que: “como assim a gente nao foi Fe?” Mas nunca parei para pesquisar a fundo. Então no dia em que ir ao Trionfale não deu certo, parei pra procurar sobre o mercado. E acabei descobrindo, claro, que ele é super novo. E que não tinha sido inaugurado quando estivemos por lá no ano passado. 

Sobre o Mercato 

O Mercato Cetrale foi inaugurado em outubro de 2016 e é composto por 19 estabelecimentos comerciais, dentre eles um restaurante, uma pizzaria, uma birreria e uma cafeteria. A arquitetura dele é bem bonita. Toda parte gráfica é também bem diferente. Paineis, banners, flyers e cartões são totalmente rabiscados (o que me fez pensar que, no primeiro cartao que vi, tivessem alterado alguma informação substancial – são italianos, também têm lá seu jeitinho, vai saber! Mas não…).

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Toda a parte gráfica é assim… rabiscada (pensa… vendo pela primeira vez não dá pra pensar que alguém rabiscou tudo?)

As pizzas e pães, por exemplo, são assinadas por Gabriele Bonci, uma espécie de papa da panificação. Assim como todo gênio, é também um pouco estranho. Uma revista da associação de classe deles aqui resumiu o Gabriele assim: “não tem TV em casa, não usa celular e odeia a internet. Tudo porque poderia distrai-lo dos pães”. De forma geral, ele é super famoso por aqui, um sujeito respeitadíssimo.

O mercado de fato é interessante. Uma espécie de galpão chique, bem decorado, repleto de espaços temáticos, que quase não se repetem. Como se apresentassem um exemplar de cada vertente da gastronomia italiana. Dentre as opções, sanduíches, pizzas, comida vegetariana, doces, peixes, queijos, sorvete, carnes, massas, fritos (uma mania que estou começando a captar), trufas e até sushi. Tem de tudo um pouco ali. 

Pensa assim: é um ambiente com um design bem legal, moderno e super agradável aos olhos… e ao olfato. Uma mistura de vontades parece tomar conta da gente, o que faz, se você for gulosa como eu, acreditar ser impossível passar por ali com fome (santa ideia a que tivemos de almoçar antes de ir). Deve dar vontade de comer um de cada. 

Fizemos aqui uma ediçãozinha rápida com as imagens só pra você ter uma ideia.

O cannoli

Como ninguém aqui é de ferro, tivemos que experimentar um cannoli (quer doce italiano com mais cara de São Paulo?). E eu, que ja tinha provado cannoli (cannolo, na verdade, porque é singular – mas em São Paulo fala-se no plural mesmo), e não tinha gostado, achei uma delícia. Talvez porque ele tenha escolhido a receita original (a massa frita com recheio de creme de ricota e coberta com pistache). Aliás, já falamos sobre a experiência de experimentar o verdadeiro cannoli aqui no blog. 

Valores

Os valores acompanham o perfil do lugar. Por isso, os preços não são tão módicos, mas também não tão exagerados. Sanduíches custam 10 euros; doces, 3; mais ou menos. Refeições completas, em um menu especial (vi, por exemplo o do Dia dos Namorados – ou San Valentino, como eles chamam), 75 euros (esse achei meio absurdo). Totalmente harmonizado, é verdade, mas ainda assim lembremos que estamos falando de um mercado. Ok, eu sei, quem converte não se diverte. Mas 10 euros em um panino não dá. So sorry. Por mais que tenha lido um monte de gente falar que ali os preços são ok. Eu não achei, mas… 

É um mercado chique, “gourmet”, diríamos no Brasil. Um Eataly com outro nome, a poucos quarteirões do original. Achei pequeno também, mas bom para quem esta em trânsito, ali pela estação (e é incrível como sempre tem alguma coisa pra fazer no Termini) e que está com vontade de comer algo tipicamente italiano, sem ter que se deslocar muito. E com qualidade. Isso é verdade. 

Como chegar

Mercato Centrale di Roma

Via Giolitti, 36 (estação mais próxima: Termini)

Aberto todos os dias da semana, das 7h à meia noite.

mercato Centrale di Roma

Dica importante

Essa dica é para que você não se perca como a gente se perdeu. Ficamos um tempão procurando o tal do mercado que disseram estar na estação e nada.

Chegando à estação Termini, vá para o piso térreo e, olhando para as plataformas do trem (ou para quem olha da Piazza dei Cinquecento), vá para o lado direito. Já estamos na via Giolitti. A entrada estará na mesma calçada,  do lado esquerdo da saída. Se tiver dúvidas, pergunte para um dos vários guardas da região. Todos sabem onde fica. Mas você vai achar que estão zoando com você porque nunca chega.

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chris_samira

Produtora de conteúdo desde 2002. Adora listas, chocolate, viajar e da canina Lili, além do Fe, com quem é casada há quatro anos. É especialista em "jogar no Google" e acha que vinho é uma questão de gosto pessoal (até porque não entende nada do assunto - só de beber mesmo). Vive indecisa quanto ao que deve fazer. Mas não acha que isso seja um problema.

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Desde que eu e o Fê viemos para Roma, resolvemos transformar este blog em um espaço em que pudéssemos dividir as nossas experiências. Diariamente, vamos conhecendo a cidade, aprendendo a viver nela e também mostrando aqui para você. E assim, compartilhando o que a gente vê por aqui, queremos fazer da nossa nova casa, a sua também. Além das dicas e de tudo o que postamos aqui no blog, resolvemos também ir atrás de parceiros que podem ajudar a transformar a sua viagem em uma experiência mais tranquila. A partir de agora, o LÁ EM CASA TEM VINHO te ajuda também a organizar a sua viagem para Roma.

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