A missa do Papa e o tal do papelzinho colorido

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Eu e o Fe fomos a Roma em 2013 (já comentei sobre o tour do vinho que fizemos nessa viagem, aqui). Passamos apenas seis dias (ou, na conta mais realista, quatro, desconsiderando os dias de chegada e partida, que sempre são mal aproveitados). Uma coisa que tínhamos certa era que, uma vez em Roma, era necessário assistir à missa do Papa.

Na primeira vez que fomos a Roma, o Papa Francisco tinha acabado de assumir. Imagina… um Papa argentino, que ainda por cima era (é) super carismático. Tínhamos que ir. O Fe é muito mais católico que eu, mas é o Papa. Você tem que assistir.

Como chegamos, lá em 2013, por volta das 10h, logo no check-in já perguntamos se seria possível assistir à missa. Para nossa tristeza, o moço da recepção nos disse que era preciso chegar super cedo para conseguir lugar, já que a Praça de São Pedro fica lotada em dias de missa.

Isso era um domingo. Resolvemos, então, ir à missa de quarta-feira. Acordamos às 5h30 da manhã, pegamos o metrô até a estação Ottaviano e fomos lá. Antes das 7h, já estávamos no Vaticano. Era uma fila gigantesca. Tinha gente do mundo todo. De todas as idades.

O tal do papelzinho colorido

Uma coisa que eu reparei logo de cara é que todo mundo tinha um papelzinho colorido na mão. Eu achei estranho, mas fiquei na minha. Quando já passava das 8h30, resolvi falar pro Fe: “você reparou que todo mundo está com um papelzinho colorido na mão?”. Resolvi tentar investigar. Fui atrás de um padre para perguntar pra ele. E, claro, ele não falava inglês (ninguém fala inglês na Itália!). Disse que falava espanhol. E eu não falo espanhol. Voltei pra fila e pedi pro Fe ir conversar com o padre. Disse ele que aquilo era o “ingresso” para entrar na Praça e assistir à missa sentado. Ele perguntou se a gente não tinha. O Fe respondeu que não. Aí, ele saca do bolso um punhado gigantesco de papeizinhos coloridos e nos dá dois. Nosso “ingresso” estava garantido. Mas aí ele explicou: era preciso fazer uma reserva (como fazer consta aqui no site do Vaticano), e retirar o convite para assistir à missa sentado na tarde anterior ou mesmo na manhã da Missa (ah, o ingresso é gratuito). Mas deu certo no final.

A fila de pessoas belas, recatadas e do lar

Uma coisa muito engraçada de estar nessa fila é que é muito cada um por si. Sim, estamos no Vaticano, a Santa Sé, deveríamos todos ser amáveis e respeitarmos uns aos outros. Mas a hora em que os guardinhas do Vaticano começam a liberar a entrada para passarmos nos detectores de metal e liberam para pegarmos uma cadeira, é um salve-se quem puder. Idosas te empurram, o povo começa a gritar, a italianada (as nonnas, sabe?) tudo doida, desesperada. Pior que loja quando abre as portas em dia de liquidação. Ou melhor: tipo liberação de entrada em Black Friday americana. É ridículo.

Aguardando a Missa começar

Bom, tínhamos lugar pra sentar e sentamos calmamente na segunda fila. São vários quadrados repletos de cadeiras. Entre esses quadrados, corredores.

Vaticano, Roma, missa do Papa

A missa começava às 10h, se não me engano. Era um sol do cão. Um calor absurdo. E nós, lá. Observações importantes: 1. muita gente leva guarda-chuva/sombrinha (ótimo para aguardar, mas deve ser fechado imediatamente após a chegada do Papa – ou muita gente vai te xingar, em vários idiomas); 2. leve sanduíche ou algo para comer (um lanchinho básico vai ser fundamental porque é muito tempo de espera); 3. não se esqueça da água (muita água: uma garrafa de 1,5L. É muita sede. E depois muita vontade de fazer xixi, mas você supera).

Vaticano, Roma, missa do Papa

O Papa, tadinho, ficou muito mais que meia hora fazendo todo o percurso. E quando chegou nossa vez, ele passou na minha frente. Claro que fui pra grade pra ficar mais próxima. Passou pertinho, pertinho. E parava toda vez que tinha idosos, bebês, crianças pequenas e deficientes. Ele é muito fofo.

O Papa Francesco

A experiência de ter visto o Papa foi incrível. Principalmente logo após ele assumir, ainda cheio de saúde  energia. O povo gritava, chorava.

“Francesco!”

“Viva il Papa!”

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Repara como a gente fica perto do Papa

Era muita emoção vinda das pessoas. O que faz com que a experiência seja ainda mais emocionante pra gente que ali observava. Como eu disse, o Fe é muito mais católico que eu. Mas é o Papa. E ele passa uma serenidade, uma paz interior, uma sensação boa que é indescritível. E que precisa ser vivida.

A missa do papa

A missa é super curta (a parte do Papa mesmo). O papa fala em dois idiomas, italiano e espanhol. Na sequência, a mesma mensagem é lida em inglês, em alemão, em árabe, em português (de Portugal, pego menos no dia em que fomos foi assim – mas ouvi dizer que depende do dia), em russo, em japonês e em vários outros idiomas. No fim, ele reza um Pai-Nosso, abençoando todos os objetos que estão na Praça, com as pessoas que assistem à Missa (por isso, o ideal é comprar souvenir antes de ir – os terços, imagens e afins).

Pra resumir

A missa do papa acabou por ser um dos momentos mais marcantes da viagem. Era Francesco, o papa argentino simpático, que tinha acabado de ser eleito. E ele passou ali tão pertinho. Foi tão legal que dissemos que queríamos repetir nessa última ida, agora de setembro. Foi o que fizemos. E foi ainda mais interessante a experiência. Mas isso fica para o próximo post.

Quer ver como é assistir a uma missa do Papa? Assista ao vídeo que fizemos para mostrar nossa experiência.

Quer ter acesso a todas as dicas possíveis para conseguir ver o Papa bem de pertinho? Tem post sobre isso também. Não deixe de acessar.

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chris_samira

Produtora de conteúdo desde 2002. Adora listas, chocolate, viajar e da canina Lili, além do Fe, com quem é casada há quatro anos. É especialista em "jogar no Google" e acha que vinho é uma questão de gosto pessoal (até porque não entende nada do assunto - só de beber mesmo). Vive indecisa quanto ao que deve fazer. Mas não acha que isso seja um problema.

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