Buenos Aires e um vinho especial

buenos aires, casa rosada

Eu e o Fe começamos a viajar juntos muito tarde. Desde quando começamos a namorar, nunca conseguimos tirar férias juntos. Por isso, viajar sempre foi muito difícil. Sem contar o fato de que éramos dois estudantes de Comunicação (e o salário oh) e depois dois recém-formados em Comunicação (o que também não ajuda muito).

Até 2011, o Fe nunca tinha ido ao exterior. Já fazia algum tempo que as passagens para a Argentina tinham começado a ficar mais acessíveis. Nas primeiras férias possíveis, ele foi pra lá. Comigo? Não! Não conseguimos tirar férias juntos! Na verdade, o primeiro momento da vida que conseguimos tirar férias juntos foi na viagem de lua de mel (depois de nove anos e meio de namoro!). E que na verdade nem foram férias porque eu tinha acabado de mudar de trabalho e ainda não tinha direito a férias, mas fiz um bem bolado com os dias da licença-gala.

Ele foi logo no começo da semana e eu, pra não perder a oportunidade, fui na tarde de sexta-feira e comprei passagem de volta para a madrugada de domingo para segunda. Assim, conseguiríamos aproveitar um pouco o tempo juntos.

Buenos Aires antes e depois da crise

A Argentina pra mim foi uma experiência muito legal. Primeiro porque, naquela época, o país não estava na crise que enfrentou pouco tempo depois. Além disso, o Real estava super valorizado. Aproveitamos pra caramba.

Buenos Aires é uma cidade de que gosto muito. Achei muito interessante que uma amiga (a Mari, que participa da Confraria – sobre a qual comentei aqui) passou a lua de mel lá cerca de um ano depois. E já era outra cidade. A economia argentina já tinha sofrido um baque bom e o Real não valia tanto (até porque as coisas estavam muito mais caras!).

Eu falava pra ela “Mas você está louca. Buenos Aires é muito legal! Nós comemos super bem e gastamos muito pouco!”. A prova de que essa mudança de fato aconteceu foi em 2014, quando retornamos à cidade (eu falei que tinha adorado!) e percebemos que estava difícil a situação. Ruas muito sujas, pichadas, manifestações em vários lugares, tudo muito caro. Muito mesmo! Foi uma outra Buenos Aires. Mas que não deixa de ser linda.

A primeira viagem a Buenos Aires

Na primeira vez que fomos, ficamos no centro. Um hotel simples, mas super bem localizado. Fizemos tudo a pé. Puerto Madero, Casa Rosada, Recoleta, Feira de San Telmo… e sempre andando (como eu também não tinha muito tempo, tivemos que selecionar os passeios mais importantes. E o Fe já tinha feito quase tudo – então ficou mais fácil). A região tem muitos bares e pubs, Então até pra voltar pro hotel, de madrugada, fomos a pé. Mas o que aproveitamos de verdade na cidade, nessa primeira vez, foram os vinhos.

Buenos Aires, Argentina
A gente em Buenos Aires em 2011 (o Fe foi meu guia na minha passagem-relâmpago pela cidade)

Eu cheguei em Buenos Aires, naquela primeira vez, no início da noite. Fomos direto para Puerto Madero para jantar. O lugar é lindo, em especial à noite. E era maio, um friozinho ainda gostoso (não aquele exagerado!), luz de velas… clima super romântico. E muito legal.

Não sei você, caro leitor, mas quando eu olho uma carta de vinho, a primeira coisa que tento observar é se eu reconheço algum dos nomes ali. Como eu não entendo direito dessas coisas, achei muito legal o fato de ter o La Linda por lá. La Linda foi o primeiro vinho que eu tomei com o Fe (sobre o vinho o Fe já falou aqui). Era nosso aniversário de namoro (seis anos, talvez?). Fomos a um restaurante bem legal na Vila Madalena, chamado Santa Gula (fiquei curiosa e fui procurar: hoje em dia ele está lá na rua da Consolação, do lado Jardins).

E como ele era meio que representativo, resolvemos pedir. Não me lembro ao certo quanto era. Mas dava algo em torno de 20 reais a garrafa. Tipo… muito barato! Naquele fim de semana, bebemos muitos La Linda. De todas as uvas possíveis. Mas isso foi 2011.

A segunda viagem a Buenos Aires

Em 2014, como eu disse, voltamos à Argentina. Só que dessa vez combinamos a viagem com o Uruguai (país pelo qual me apaixonei). Talvez porque tenhamos ficado naquela região mais central, vi muito BuqueBus e fiquei morrendo de vontade de ir para o Uruguai com ele. Essa coisa de pensar que do outro lado do rio já é outro país me deixa muito encantada. Foi isso o que fizemos então.

Chegamos por Buenos Aires e fomos direto pegar o BuqueBus para Colonia de Sacramento (cidade foférrima que dizem que dá pra passar só um dia – mas ficamos dois. E valeu cada segundo). Na primeira vez que fomos a Buenos Aires, fiquei morrendo de vontade de andar de BurqueBus – parecia ser muito legal (e foi, mas isso conto em outro post).

Colonia de Sacramento, Uruguai, por do sol
Olha o pôr do sol dessa cidade – não tem como não se apaixonar (e lá do outro lado, na outra margem do rio, está Buenos Aires)

Depois fomos para Montevideu. E, alguns dias depois, retornamos para a Argentina.

Dessa vez, ficamos uma semana. Queria aproveitar tudo aquilo que não aproveitei da primeira vez (por ter ficado tempo de menos). Só que foi muito tempo.

Novamente, fizemos tudo a pé. Pegamos um hotel no centro e, por coincidência, exatamente em frente ao hotel que ficamos na primeira vez. Fomos a bairros mais distantes (inclusive em um que é lotado de lojas de couro – mas nesse teve que ser de ônibus), conhecemos restaurantes mais famosinhos, cafés, espaços para tango, fomos atrás de coisas diferentes daquelas que tínhamos feito da primeira vez (exceto a Feira de San Telmo e Puerto Madero, que não tem como não repetir).

buenos aires, casa rosada
A gente em 2014. Mais velhinhos, menos cabelo e alguns quilinhos a mais (repara na data da foto! É a mesma da publicação do post. E eu nem planejei isso)

Mas a cidade já tinha mudado (e a gente também). E eu compreendi o que a Mari tinha dito, dois anos antes. Estava tudo muito mais caro. O Real ainda tinha seu valor, mas a inflação foi muito maior e, por isso, acaba não valendo tanto.

O vinho também mudou

Sentimos muito a diferença, inclusive no vinho. Aquele La Linda que custava cerca de 20 reais já estava uns 40. E o mais engraçado nem é isso. É que talvez pelo tempo mesmo, pela mudança no paladar, sei lá… ele não parecia tão bom… Engraçado, né? Tudo mudou. E eu percebi que por mais que eu gostasse da cidade, ela não tinha mais aquele encanto. E que eu gostei muito mais do Uruguai do que da Argentina. Talvez porque eu estivesse quase sem expectativa quanto à primeira parte da viagem. Muito louco isso, né?

A gente prometeu que não voltaria por lá tão cedo. Mas agora que a economia está melhorando, dá a maior vontade de ir. Só que, da próxima vez, um fim de semana será o suficiente.

Ah! Sobre o La Linda o Fe também fala no próximo post.

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chris_samira

Produtora de conteúdo desde 2002. Adora listas, chocolate, viajar e da canina Lili, além do Fe, com quem é casada há quatro anos. É especialista em "jogar no Google" e acha que vinho é uma questão de gosto pessoal (até porque não entende nada do assunto - só de beber mesmo). Vive indecisa quanto ao que deve fazer. Mas não acha que isso seja um problema.

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