Uma visita à Bodega Bouza (Uruguai)

Bodega Bouza, Uruguai

A primeira vinícola que eu e o Fê visitamos juntos foi a Bodega Bouza, no Uruguai.

Uruguai e Argentina foram nossos destinos das férias de 2014. Chegamos por Buenos Aires, pegamos direito o BuqueBus (uma das coisas mais legais da viagem – tem até freeshop lá dentro!) e ficamos três (perfeitos!) dias em Colônia de Sacramento.

Colônia de Sacramento, Uruguai, Buquebus
O Buquebus visto do alto do farol de Colônia (é muito louco pensar que da outra margem do rio já está Buenos Aires)

Colônia é uma das cidades mais fofas que já vi na minha vida e também responsável pelo pôr do sol mais inesquecível (aliás, é sobre isso que a Mile, que escreve o blog Uruguay por uma brasileira – e me ajudou muuuuito para montar o roteiro), já no lado uruguaio do Rio da Prata.

Colônia de Sacramento, Uruguai, Calle de los Suspiros
A Calle de los Suspiros, talvez a mais famosa rua de Colônia. Fofa demais.

 

Colinia de Sacramento, Uruguai, pôr do sol
Vai me dizer que o pôr do sol de Colônia não é lindo?

Na sequência, pegamos um ônibus em Colônia e fomos para Montevidéu, uma viagem de cerca de uma hora, uma hora e meia. Lá, ficamos cinco dias. Cinco dias em Montevidéu foi o suficiente. Tem bastante coisa pra fazer, mas a cidade não é tão grande. Então deu pra conhecer muita coisa em pouco tempo.

Um dos dias, aproveitamos e fizemos o tour Piriápolis – Punta Ballena – Punta del Este (que foi bem legal, e dá pra fazer em um dia só – ah! teve direito a espumante e um pouquinho de jogatina no Conrad. E ganhamos dinheiro! Bom, o Fe ganhou. E foi só um dólar).

As Mãos, Punta del Este
O monumento As Mãos, em Punta del Este. Como não deve faltar em viagem de casal, tiramos fotos individualmente e depois a tradicional selfie (que ficou muito ruim então não entra)

 

La Mano, Los Dedos, Punta del Este
Vez do Fe de tirar a foto, com o monumento ao fundo (e um milhão de turistas também – lá encontramos a “chitzu”, mas a brincadeira não tem graça se você não sabe a história inteira)

Nos nossos últimos dias, não tínhamos mais tantas atividades imperdíveis, por isso, buscamos uma vinícola que ficasse próxima à capital.

De verdade, as boas vinícolas uruguaias não ficam tão próximas assim de Montevidéu, mas como tínhamos um dia inteiro livre, resolvemos visitar a única que era mais próxima. E como eu nunca tinha visitado uma, achei a ideia bem interessante.

A Bodega Bouza

A Bouza fica a cerca de 20km do centro de Montevidéu, onde estávamos hospedados. Pegamos um táxi  no hotel (vários fatores contaram aqui: não era tão longe + era mais barato que excursão + a regra do “se beber não dirija”, que a gente leva à sério há algum tempo) e pagamos o passeio diretamente na Bodega.

Bodega Bouza, Uruguai
A Bodega Bouza (uma das poucas que ficam bem próximas de Montevidéu) 

Pegamos o tour da tarde. O grupo era bem grande, cerca de 40 pessoas, o que fez com que ele não fosse nada intimista. Sabe quando tem muita gente, muita criança, muito turista pouco interessado no processo e muito em tirar fotos aleatórias(e muuuuitas selfies)? Então.

O passeio de fato é bem turistão. Visitamos um galpão onde fica a produção, outro, subterrâneo, onde ficam as garrafas e um terceiro onde fica a coleção de carros antigos do proprietário da vinícola. Hãn? Pois é. Teve isso também. E vários objetos antigos, no maior estilo daqueles programas do Discovery.

Bodega Bouza, uruguai
Carros antigos na Bodega Bouza (e vários outros objetos, da coleção do proprietário, ficam expostos – atração a mais para os visitantes)

No meio do gramado, tem, inclusive, o vagão de uma Maria Fumaça pras pessoas poderem tirar fotos. E muitos bichinhos.

Bodega Bouza, Uruguai, degustação
Por toda a fazenda, vemos bichos andando, completamente integrados à decoração do local e pouco se importando com as dezenas de turistas. É bem bonitinho.

As parreiras não estavam produzindo. Era inverno, então não tinha muito o que ver.

parreiras, Bodega Bouza
As parreiras (quando fomos, eles tinham colhido a uva há algum tempo)

Mas, de qualquer forma, foi bem interessante. Até porque foi a minha primeira visita a uma vinícola.

A degustação

A degustação acontece depois. Pegamos uma degustação premium, que dava direito a sete taças e alguns acompanhamentos comestíveis. Pagamos cerca de 100 reais cada. Mas foi bastante interessante. A diferença da degustação básica pra premium é a qualidade dos vinhos. E dessa vez pudemos comprovar. Isso porque primeiro entregaram os vinhos da degustação básica e quando perguntamos sobre os demais vinhos aí é que perceberam que erraram na entrega dos vinhos. Fizemos, então, uma nova degustação. Só que desta vez a certa. E era muito diferente. Os vinhos eram muito melhores. Até eu que sou leiguinha senti.

Bodega Bouza, degustação
A degustação da Bouza

Eu achei tudo divertido (e extremamente novo!). O Fe achou comercialzão demais. Como ele já vinha de uma experiência bem mais interessante no Rio Grande do Sul, onde ele foi recebido pelos próprios produtores, donos das vinícolas, acho que ficou mais complicado. Ele tinha várias dúvidas que queria tirar, mas era como se fugisse meio do roteiro normal da equipe da Bouza. Pra ele foi diferente. Pra mim, foi muito legal. E me deu mais vontade ainda de visitar outras.

Dica importante:

Cuidado com o retorno. A nossa volta não foi tão legal, não. Já eram mais de 18h (fomos uma das últimas pessoas a deixar o salão do restaurante), já estava até escuro. Demoramos horrores para conseguir um táxi que nos levasse de volta ao hotel. Acabamos encontrando um só e dividimos com um grupo de três amigos brasileiros que estavam por lá. Foi o único táxi encontrado. E olha que o pessoal da vinícola até tentou nos ajudar (depois que viram que não tinha mais jeito mesmo. Era preciso que nós fôssemos embora para que eles fossem também).

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chris_samira

Produtora de conteúdo desde 2002. Adora listas, chocolate, viajar e da canina Lili, além do Fe, com quem é casada há quatro anos. É especialista em "jogar no Google" e acha que vinho é uma questão de gosto pessoal (até porque não entende nada do assunto - só de beber mesmo). Vive indecisa quanto ao que deve fazer. Mas não acha que isso seja um problema.

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