5 coisas para comer em Roma

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Não é surpresa pra ninguém que na Itália come-se muito bem. Cada região possui suas particularidades, mas tem algumas coisas que são conhecidas por todo o país. E que são daquelas coisas básicas, que você precisa experimentar. Resolvi então, ainda no espírito das listas, fazer uma relação das coisas que eu, no auge da minha segunda semana por aqui (e terceira passagem), acredito que sejam imperdíveis.

5 coisas para comer em Roma (a nossa lista)

#1 Bruschetta

Comecemos com pão que eu não sou de ferro. Pra mim, sem dúvida alguma, a bruschetta é um item imperdível em Roma. O pão é incrivelmente delicioso e crocante, o tomate é doce, nada de esfarelento, o azeite… meu Deus o azeite! É uma combinação imperdível. Além disso, bom mencionar, as bruschettas são grandes, a fatia é daquele pão que é um filão (tem mais de 10 cm fácil de largura!). E são vários sabores.

Eu sou a chata da tradição (e dos pedidos repetidos), por isso, sempre peço a tradicional (que é basicamente pão, tomate e manjericão – além de muito azeite, claro).

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A bruschetta mais que tradicional: azeite, tomate e manjericão

É difícil dizer qual a melhor bruschetta que eu já comi por aqui porque não experimentei tantas assim, mas vou ousar e citar uma. No Trastevere tem um restaurantezinho de esquina chamado Cave Canem Trattoria (Piazza di San Calisto, 11 – próximo à igreja Santa Maria in Trastevere).

Fomos lá no ano passado, em nosso primeiro dia aqui. Eu pedi uma bruschetta tradicional e o Fe uma com um queijo (pecorino, talvez?) e tomate cereja (não me lembro ao certo o preço, mas foi bem menos que 5 euros cada uma).

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A bruschetta que o Fe pediu (não era a tradicional, mas estava boa também)

A primeira coisa a se saber é: a bruschetta é gigante. Tanto que nem pedimos outra coisa (foi uma garrafa de vinho e uma bruschetta para cada um. Só). A segunda: o lugar é bem concorrido (demoramos um tempinho para conseguirmos nos sentar e, em outro dia, tentamos uma mesa, sem sucesso). Terceira: o lugar não abre para o almoço (tem que ser à noite mesmo).

#2 Supplì

Se você vem pra Itália tem que comer fritura (como a italianada come fritura! O dono da Airfryer aqui poderia ir à falência se dependesse só disso). O supplì é um bolinho de arroz frito que existe desde 1874 (pelo menos essa é a primeira vez em que ele aparece na história. É uma criação romana).

Mas não pense que ele é qualquer bolinho de arroz (eu, por exemplo, não sou muito chegada em bolinho de arroz, mas amo supplì). É feito com risoto, com um molho de carne, pelo que andei lendo. Ele é cremoso, tem queijo no meio (novamente o pecorino) e, além de tudo, é frito. Enfim, uma receita para o sucesso.

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O supplì e a cestinha em que ele vem (vende na Tiger e custa 3 euros cada – mas falo sobre essa loja em outro post)

A qualquer lugar que você vá, vai se deparar com o supplì (em lugares que vendem kebab geralmente eles estão por lá e são bem grandes), mas o melhor lugar em que eu provei o supllì foi novamente no Trastevere.

O lugar é a Birrerria Trilussa (via Benedetta, 19). A porção do supplì (deliciosa) custou 3 euros (e ainda vem numa cestinha que é uma graça). Vale provar.

Leia mais sobre o supplì.

#3 Pizza 

Meu nome é Christiane. E eu amo pizza! Desde sempre. Acho que a primeira coisa a ser levada em consideração é que eu morei 34 anos em São Paulo. Ou seja: há 34 anos, ao menos uma vez por semana, eu como pizza. Numa conta simples, são 34 vezes 52 semanas por ano (em média), o que dá cerca de 1772 pizzas ingeridas durante a minha vida. Sem contar aquelas semanas em que eu comi pizza mais de uma vez (o que não foi raro, em especial na fase em que o meu metabolismo era incrivelmente rápido). Simples assim.

Sempre ouvi falar que a pizza italiana não chegava aos pés da pizza brasileira (leia-se a de São Paulo). Eu demorei um tempão para finalmente ir para a Itália para verificar a situação, mas agora posso contar minhas observações nessa questão: afinal, a pizza brasileira é realmente muito melhor que a italiana?

– em 2013, quando vim pela primeira vez, minha reação foi: não é bem assim;
– em 2016, quando vim pela segunda vez, minha reação foi: hum, não é verdade;
– em 2017, vulgo agora, minha reação é: definitivamente não é verdade.

Como é a pizza italiana

A pizza italiana é muito boa. A massa é fina e crocante, o recheio é pouco, mas o suficiente para você sentir todos os sabores. Os ingredientes são de grande qualidade. Ah! E todas são feitas em forno a lenha. Sem falar nos preços. Aqui você encontra pizza, dependendo do lugar, claro, a partir de 4 euros. Tem até por menos, mas aí a qualidade também não é lá das melhores.

Sobre isso, tenho até que contar. Desde que a gente se casou, eu e o Fe sempre compramos pizza (aquela tradição já mencionada de pelo menos uma vez por semana). Mas depois que a gente voltou da viagem do ano passado, não sei o que aconteceu, mas a gente comprou pizza acho que umas duas vezes. A gente fez em casa, mas comprar mesmo… Aquela coisa surreal de recheio. Os valores ridiculamente absurdos (gente, 60 reais em uma pizza???).

Agora tem uma coisa super importante que é preciso revelar (ou relembrar): a pizza italiana é praticamente do mesmo tamanho da pizza brasileira, mas ela é individual. E não pense que seja impossível comer. É possível, sim. Tudo bem que depois talvez você nem jante, mas que dá pra comer, dá. Digo isso pela própria experiência.

Os sabores das pizzas

Não existe aqui na Itália aquela infinidade de sabores que existem no Brasil. É fã de milho com catupiry? (eu sou!) Esqueça. Aqui a ideia é pouco recheio e poucas opções também. Ah! Sabe essa historia de meia Margherita, meia calabresa? Também não tem dessa não. Não são todos os lugares que fazem meia/meia. E não são todas os sabores que permitem isso (certa vez me explicaram que alguns sabores de pizza levam molho e outros não. Por isso, não dá pra fazer (até hoje não sei se caio nessa, mas fato é que nem todo restaurante permite isso.

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Esse é só um exemplo pra dar uma ideia (o tamanho é grande, tem molho de tomate e muçarela de búfala. Ah! E não, não tem manjericão)

A pizza que eu mais gosto, disparado, é a Margherita. Chega a ser ridículo, mas eu gosto tanto que quase toda vez que eu e o Fe vamos comer em algum lugar, eu peço isso (é o mesmo caso do fusilli ao molho de quatro queijos que eu como em TODO restaurante italiano que eu vou em São Paulo – e não, não é o parafuso). Acho legal até porque consigo comparar os restaurantes.

Outra coisa é que eu consigo comparar os tipos de pizza. Por exemplo, tem alguns restaurantes que deixam a borda da pizza mais massudinha (o que eu adoro!), outros deixam praticamente do mesmo tamanho da parte interna (aí fica crocante demais, não gosto tanto – mas o Fe prefere).

Fico devendo ainda a pizza de que eu mais gostei. Comi várias? Sim. Mas ainda não encontrei uma que seja “a”pizza. Assim que eu encontrar faço um post sobre isso. Claro que tem algumas de que eu gostei, mas nenhuma que valha a pena mencionar.

#4 Porchetta

Contei uma vez por aqui no blog o que era a tal da porchetta. Um sanduíche feito com um assado de carne de porco desossada, bem temperado, explicando em linhas bem gerais. A porchetta é um prato típico da região central da Itália (onde se encontra Lazio) e super fácil de encontrar também (o que explica encontrarmos exemplares bons e outros nem tanto).

A questão é: a primeira vez que eu comi foi com o Fe (e falei sobre isso no outro post), na La Prosciutteria. Achei muito seco (o sanduíche consiste apenas na porchetta como recheio e eu realmente achei que precisava de alguma coisa cremosa para acompanhar).

Recentemente, porém, fomos ao Mercado Trionfale (o maior e primeiro mercado romano – em breve tem post sobre eles) e minha visão sobre esse sanduichinho mudou totalmente. O lugar em questão é a banca de número 265 do mercado.

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Ok, só comi porchetta duas vezes. Mas essa do Mercado Trionfale era boa, viu?

A porchetta é deliciosa, super bem temperada. E mesmo não tendo uma cremosidade (um molho – eu colocaria pesto, que adoro, mas acho que seria uma guerra de sabores; um Cream cheese que seja), ele é tão bem temperado, tão saboroso, que só ele é suficiente. E o preço? 3 euros.

#5 Gelato

Não sabia exatamente se colocava o gelato aqui. Mas é uma coisa tão boa, tão boa, que não resisti (chega de comida salgada!). É a minha sobremesa preferida (depois de chocolate). E, de novo, eu nem sou muito fã de sorvete de massa (mas acho gelato outro nível).

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Um do nossos primeiros relatos (tentei achar esse lugar novamente, mas não encontrei – ainda vou tentar de novo – na foto tem o número! Não tinha visto isso antes)

Toda vez que é possível experimentar um gelato novo, lá estou eu. É bom demais o sorvete aqui. Só digo isso.

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chris_samira

Produtora de conteúdo desde 2002. Adora listas, chocolate, viajar e da canina Lili, além do Fe, com quem é casada há quatro anos. É especialista em "jogar no Google" e acha que vinho é uma questão de gosto pessoal (até porque não entende nada do assunto - só de beber mesmo). Vive indecisa quanto ao que deve fazer. Mas não acha que isso seja um problema.

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